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Caso mensalinho: vereador Dedé permanece preso em Campo Grande

Leonardo Cabral em 22 de Fevereiro de 2019

Reprodução

Imagem que constava na página do STJ na tarde de ontem

O vereador de Ladário, André Franco Caffaro (PPS), conhecido como Dedé, não conseguiu habeas corpus para deixar a prisão, em Campo Grande, como informado na tarde de quinta-feira (21). Ocorre que, na página do Superior Tribunal de Justiça foi publicado, às 14h52 de ontem, que o habeas corpus havia sido concedido, conforme demonstrado na imagem, mas não havia informações sobre a decisão.

Nesta sexta-feira (22), consta no Diário da Justiça Eletrônico, que o ministro Ribeiro Dantas, relator do processo no STJ, indeferiu a liminar que pedia o habeas corpus por supressão de instância (irregularidade em que a instância superior julga matéria não examinada pela instância inferior). Contudo, o ministro concedeu ordem que determina que o Colegiado da Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, aprecie o agravo interno interposto pela defesa do vereador. O pedido, então, volta ao TJ para nova análise em função do indeferimento do habeas corpus.

André Caffaro continua preso junto com outros cinco vereadores, o prefeito afastado Carlos Ruso e o ex-secretário de Educação, Hélder Botelho. No dia 13 deste mês, a vereadora Lilia Maria Villalva de Moraes Silva (MDB), a pastora Lilia, conseguiu liminar e cumpre prisão domiciliar em Ladário. 

Caso mensalinho

A operação deflagrada pelo Gaeco em 26 de novembro de 2018, apontou a existência de pagamentos feitos pelo prefeito Ruso, aos vereadores acusados. Foi o que informou à época o procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, que esteve no município acompanhando as investigações. Os valores pagos chegavam entre R$ 1,5 mil até R$ 3,5 mil.

Além do prefeito afastado Carlos Ruso e o ex-secretário de Educação, Helder Botelho, foram presos Vagner Gonçalves, Agnaldo dos Santos Silva Junior, André Franco Caffaro, Augusto de Campos, Paulo Rogério Feliciano Barbosa e Osvalmir Nunes da Silva.

Por causa das prisões, que atingiram mais da metade do Legislativo ladarense, foi necessário convocar os suplentes para que a Câmara continuasse a trabalhar.

Com a prisão do prefeito, o vice, Pastor Iranil Soares (PSDB), assumiu a administração de Ladário. Estão tramitando na Câmara Municipal três processos de cassação dos mandatos de Ruso e dos sete vereadores acusados.

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