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Em nova votação, Daniel Benzi é eleito presidente da Mesa Diretora da Câmara de Ladário

Rosana Nunes em 14 de Dezembro de 2018

A nova Mesa Diretora da Câmara de Ladário foi eleita na sessão ordinária realizada na noite de quinta-feira (13) para o biênio 2019/2020. Por recomendação do Ministério Público Estadual, a eleição do dia 20 de novembro foi anulada.

É que além de quatro dos cinco eleitos terem sido presos em operação do  Gaeco no dia 26 de novembro, investigação do MPE apontou indícios de "negociata" entre os parlamentares. A Mesa Diretora que havia sido eleita tinha Eurípedes Zaurízio de Jesus (presidente), Vagner Gonçalves (vice-presidente), André Franco Cáffaro (segundo vice), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (primeiro secretário) e Agnaldo Santos Silva Junior (segundo secretário). Eurípedes, Paulo Rogério e Agnaldo Junior recorreram à Justiça para manter a votação, mas a liminar foi negada.  

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Daniel Benzi passa a comandar a Mesa Diretora a partir de 1º de janeiro

Com a nova eleição, Daniel Benzi (PMDB) foi eleito presidente; Gesiel Paiva (PEN) é o vice-presidente; 2º vice-presidente, Ludimir Ferreira (PSB); o primeiro secretário é Jonil Barcelos (PMN)e Antônio João Conde (PSDB) é o segundo secretário. A nova Mesa vai ser empossada no dia 1º de janeiro de 2019.

Comissão Processante

Desde que sete dos onze vereadores foram presos, a Câmara ladarense já alterou o regimento interno, para que suplentes possam participar de Comissão Processante e aumentaram de uma para duas as sessões ordinárias, que agora acontecem às segundas e quintas, às 19h.

Na segunda-feira (17) vai ser colocada na pauta de votação a instalação da Comissão Processante de cassação dos mandatos do prefeito afastado Carlos Ruso (PSDB) e dos sete parlamentares presos na operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga pagamentos feitos por Ruso aos vereadores em troca de apoio político, conhecido como mensalinho. Outras irregularidades também são investigadas pelo Gaeco e Ministério Público Estadual, que concentraram as investigações em Campo Grande.

O atual presidente da Câmara, Fábio Peixoto (PTB), explicou ao Diário Corumbaense que se a CP for aprovada, as sessões ordinárias vão até o dia 22 de dezembro. Após essa data, passam a ser extraordinárias devido ao recesso parlamentar. O prazo é de 90 dias para a conclusão do processo.

Além do prefeito afastado, estão presos os vereadores Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Cáffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), pastora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). A Justiça ainda determinou a suspensão do exercício de mandatos eletivos e de cargo público de todos os acusados.

O ex-secretário de Educação e Administração da Prefeitura, Helder Botelho, também teve a prisão preventiva decretada. Todos foram levados para presídios de Campo Grande.


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