PUBLICIDADE

Após prisões, prefeito de Ladário anuncia equipe da nova administração

Ricardo Albertoni em 29 de Novembro de 2018

Fotos: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Equipe foi apresentada na manhã desta quinta-feira (29) no plenário da Câmara Municipal de Ladário

O prefeito de Ladário, pastor Iranil Soares, que assumiu o cargo no último dia 26 após a prisão do prefeito afastado Carlos Ruso em ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apresentou na manhã desta quinta-feira (29) no plenário da Câmara Municipal de Ladário, a nova equipe de governo.

Entre os nomes para o comando das principais pastas como Educação, Infraestrutura e Saúde, o prefeito destacou que optou por servidores efetivos, além de integrantes de administrações anteriores para minimizar transtornos na transição. São os casos da Secretaria de Saúde que continua sendo chefiada pela secretária Josiane Braga; da Secretaria Especial de Finanças e Planejamento, comandada por Norma Luci de Mello; da Agência Municipal de Trânsito de Ladário que tem como diretor-presidente Mário Damasceno França Filho e do Instituto Municipal da Previdência Social de Ladário, que tem como titular Manoel Francisco de Jesus Filho. Além das quatro pastas mantidas, o prefeito anunciou doze nomes que irão compor o primeiro escalão da nova gestão.

A composição ficou da seguinte forma: Elizama Medina Reis (Secretaria Municipal de Educação); Edilson Soares Ferreira da Silva (Infraestrutura e Serviços Públicos); Denilson Marcio da Silva (Secretaria Municipal de Administração); André Ricardo dos Santos (Fundação de Esportes); Luís Eduardo da Costa Urt (Fundação do Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural). Paulo Roberto Ferreira Papa é o Controlador Geral do Município; Renato Pedraza da Silva está à frente da Procuradoria Geral e Ronilso Ramos Duarte foi nomeado Comandante da Guarda Municipal.

Alguns nomes acumularão funções na nova administração ladarense. São eles: Antônio Bandeira de Moura Neto, secretário Municipal Extraordinário de Habitação e que também vai responder pela Secretaria Especial de Fomento ao Desenvolvimento Econômico; José de Deus Gonçalves Júnior que acumulará funções como secretário Municipal de Governo  e chefe de gabinete; Alexandre Ohara que passa a comandar a Secretaria Especial de Assistência Social e a Secretaria Especial de Políticas Sociais e Lucas Otávio Marques Navarro que assumiu a Fundação de Cultura e também estará à frente da Assessoria de Comunicação e Imprensa.

Prefeito destacou que optou por servidores efetivos, além de integrantes de administrações anteriores para minimizar transtornos na transição

“Procuramos manter funcionários de carreira nas secretarias principais, porque eles já conhecem os setores, já dominam parte da situação e ficaria mais fácil para que eles pudessem conduzir as secretarias, além daqueles que passaram por administrações anteriores e deixaram marcas positivas. O objetivo é governar para o bem-estar do povo ladarense,  há muita coisa a ser feita e ainda estamos fazendo o levantamento da parte financeira do Município”, explicou o prefeito.

Apesar de destacar que a folha de pagamento não está em conformidade com a arrecadação do Município, Iranil afirmou que não deve ter problema em relação aos pagamentos de novembro, dezembro e 13º. Ele ainda afirmou que a serviços básicos devem ser prioridade em sua administração. “Na verdade os recursos estão lá e caso haja necessidade, suspenderemos alguns contratos que talvez possam ter algum 'vício', algum problema, mas acredito que não seja necessário. Em relação ao 13º não posso adiantar, ficará a cargo da equipe econômica. O município arrecada pouco e precisa investir naquilo que vai transformar e melhorar a vida do munícipe. Não vamos investir o recurso público em coisas que não são urgentes, precisamos nos preocupar primeiro com as coisas prioritárias”, ressaltou.

Visando o equilíbrio das contas públicas, Iranil afirmou que as exonerações dos comissionados devem acontecer até o fim de semana e adiantou que alguns servidores em setores estratégicos podem ser mantidos para que os trabalhos não sejam prejudicados.

O prefeito, que terá pela frente pouco mais de 24 meses de gestão, afirmou que sua administração deve ser marcada pela participação da população. “Essa semana estou tendo que ficar no meu gabinete, mas na semana que vem quero estar junto com o povo, andando, conversando com as lideranças. O secretariado está orientado para receber demandas da população, qualquer um tem acesso para trazer problemas para o meu gabinete, essa é a minha forma de administrar, preciso tomar ciência do que está acontecendo, meu gabinete estará sempre aberto. Já tive uma reunião com os vereadores que mostraram grande interesse em contribuir para que Ladário cresça, uma vez que esse é o objetivo dessa administração. Não há razão de centrar no interesse de pessoas, grupo ou pessoal, o interesse que a administração vai focar é o do munícipe. Quero governar junto com o povo e quero que o povo governe junto comigo”, reforçou o prefeito que se comprometeu a realizar uma Audiência Pública de prestação e contas já em janeiro de 2019.

Operação do Gaeco

O prefeito afastado Carlos Ruso (PSDB), o secretário municipal de Educação, Helder Naulle Botelho e sete dos onze vereadores de Ladário, foram presos na segunda-feira (26) em operação do Gaeco que investiga pagamentos feitos pelo chefe do Executivo aos parlamentares em troca de apoio político. O "mensalinho", conforme o procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, variava entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil e acontecia há mais de um ano. O salário mensal de um vereador na cidade é de cerca de R$ 6 mil.

Indicação de cargos na Secretaria de Educação, pelos vereadores acusados, também fazia parte do "acordo". Os parlamentares ainda teriam barrado uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que averiguava denúncias de irregularidades na Saúde. 

Os vereadores presos foram: Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). Todos os acusados estão presos em Campo Grande, onde está concentrada a investigação.

 

PUBLICIDADE