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Câmara de Ladário inicia processo de cassação de mandato de prefeito preso

Rosana Nunes em 18 de Dezembro de 2018

Ricardo Albertoni/Arquivo Diário Corumbaense

Comissão Processante já instalada pela Câmara tem 90 dias para concluir trabalho

A Câmara de Ladário aprovou na sessão de segunda-feira (17) a criação de Comissão Processante para cassar o mandato do prefeito afastado Carlos Anibal Ruso Pedroso (PSDB), acusado de pagar "mensalinho" a grupo de sete vereadores em troca de apoio político. Os onze vereadores participaram da sessão, dez deles (o presidente da Mesa não vota, só em caso de empate) aceitaram denúncia feita por uma munícipe, Marinalva Aranda da Silva, contra Ruso. 

Foram definidos por sorteio os três integrantes da comissão. Jonil Barcelos (PMN) é o presidente; Gesiel Paiva (PEN) o relator e o terceiro integrante é Eurípedes de Jesus (PTB). Este último, tinha sido eleito presidente da Mesa Diretora para o biênio 2019/2020 em eleição que ocorreu em 20 de novembro passado. Da chapa eleita, sobrou apenas ele, os outros quatro estão presos e o Ministério Público Estadual recomendou a anulação da votação por indícios de "negociata". Daniel Benzi (PMDB) foi eleito presidente no dia 13 de dezembro. 

O atual presidente da Câmara ladarense, Fábio Peixoto (PTB) explicou ao Diário Corumbaense, que a Comissão Processante terá prazo de três meses para analisar o pedido de cassação e levar à votação em plenário. "Em relação aos sete vereadores presos, serão instaladas outras duas comissões para o início dos processos de cassação. Na próxima sessão (quinta-feira), esses pedidos devem ser votados", disse. Após a última sessão ordinária do ano, caso as comissões processantes solicitem, haverá sessão extraordinária. "Os integrantes das comissões processantes vão trabalhar durante o recesso parlamentar, porque o prazo de 90 dias vai estar correndo", completou Peixoto. 

Relembre

Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Prefeito afastado Carlos Ruso, permanece preso junto com sete vereadores e ex-secretário de Educação

O prefeito afastado Carlos Ruso e os sete parlamentares foram presos dia 26 de novembro na operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga pagamentos feitos por Ruso aos vereadores em troca de apoio político, conhecido como mensalinho. Outras irregularidades também são investigadas pelo Gaeco e Ministério Público Estadual.

Além do prefeito afastado, estão presos os vereadores Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Cáffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), pastora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). A Justiça ainda determinou a suspensão do exercício de mandatos eletivos e de cargo público de todos os acusados.

O ex-secretário de Educação e Administração da Prefeitura, Helder Botelho, também teve a prisão preventiva decretada. Todos foram levados para presídios de Campo Grande, onde a investigação está concentrada.

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