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Toque de recolher completa duas semanas com 1.523 pessoas abordadas em Corumbá

Leonardo Cabral em 06 de Abril de 2020

Anderson Gallo/ Diário Corumbaense

Quem é flagrado no toque de recolher, é orientado a ir para casa

Ainda sem nenhum registro de pessoa detida, Corumbá entrou na segunda semana do toque de recolher com 1.523 pessoas abordadas. Essa frente de trabalho e outras ações são realizadas na cidade para combater o novo coronavírus.

O toque de recolher tem como principal objetivo, evitar aglomerações e reforçar o isolamento social. Até agora, Corumbá não registrou nenhum caso positivo da covid-19, mas casos suspeitos estão sendo acompanhados.

Durante as abordagens no toque de recolher, que vai das 20h às 04h, a equipe da Coordenadoria de Fiscalização de Posturas, atua com apoio de guardas municipais, agentes de trânsito e fiscais sanitários. As pessoas abordadas, receberam informações sobre as condições especiais previstas em decreto municipal e foram orientadas a retornar para casa.

Em relação ao funcionamento do comércio, houve uma pequena redução dos que ainda persistem em funcionar, descumprindo o decreto municipal. Nesta segunda semana, 148 estabelecimentos foram flagrados funcionando fora do horário permitido; na primeira semana foram 154. Os proprietários são alertados que estão sujeitos a multa, e em caso de reincidência, podem perder o alvará de funcionamento.

Ainda durante os trabalhos, as equipes de plantão realizaram dois procedimentos de notificações na barreira sanitária, montada no posto de fiscalização Lampião Aceso, na BR-262. Nesse local, os agentes realizaram o acompanhamento de veículos que levaram até a Capital, Campo Grande, grupo de brasileiros, que foram repatriados da Bolívia, na sexta-feira (03) e sábado (04).

Estrangeiros

Nas ruas de Corumbá, 14 estrangeiros foram abordados sem documento de permanência, sendo 11 venezuelanos e 03 colombianos. Esses cidadãos estrangeiros, uma vez abordados, devido ao toque de recolher, são orientados a retornar aos seus países de origem ou procurar os órgãos competentes para regularizarem suas situações, especialmente no período noturno, onde são orientados a procurarem imediatamente hotel ou albergue para permanecerem no período entre 20h e 04h, quando termina o toque de recolher.

Na barreira sanitária, às margens da BR-262, um ônibus de viagem, com estrangeiros, que estava chegando em Corumbá, no domingo, 05 de abril, foi escoltado pelos agentes de trânsito até a fronteira com a Bolívia, para que desembarcassem. 

Confira o que dizem os decretos municipais

Desde 23 de março, estão suspensos os eventos de qualquer natureza que impliquem em aglomeração de pessoas enquanto durarem as regras previstas pelos órgãos de Saúde no combate à pandemia do novo coronavírus, conforme determina o Decreto Municipal nº 2.271/2020, assinado pelo prefeito Marcelo Iunes e o secretário de Saúde, Rogério Leite.

Segundo o decreto, a vedação de eventos com aglomeração se estende para estabelecimentos privados, comerciais já licenciados, inclusive missas e cultos religiosos, academias de ginástica e demais práticas esportivas, museus, bibliotecas e centros culturais.

Acrescenta que ficam terminantemente suspensas as visitas em praças públicas e de práticas esportivas, parques públicos e privados, clubes de recreação e áreas de lazer, quadras esportivas e campos de futebol, bem como também o Porto Geral e banho na Prainha. As feiras livres também foram suspensas por 30 dias inicialmente.

No dia 1º de abril, decreto municipal nº 2.278, estendeu o horário de funcionamento do comércio de Corumbá por mais duas horas, das 08h às 16h, e manteve a suspensão das aulas na Rede Municipal de Ensino pelo período de 15 dias.

O documento destaca a "necessidade de adequação das medidas implementadas como forma de contenção do coronavírus" e que o "aumento do horário de funcionamento de estabelecimentos considerados essenciais é medida que contribui para diminuir a aglomeração de pessoas".

Comentários:

João Costa: Intensificar as rondas nos bairros ( Forlaleza, Borrowisck, Beira Rio, área central, Rua Delamare)pois ainda tem pessoas que fazem o oposto do que o decreto diz. Ainda se aglomeram nas portas de suas casas e para piorar a situação, existem grupinhos de jovens consumindo bebida alcoólica e ouvindo música no ultimo volume altas horas da noite. Desrespeitando por completo a lei do silencio, não querem nem saber se no bairro existem pessoas idosas, trabalhadores que precisam descansar para estar na lida do trabalho cedo no dia seguinte. Muita falta de educação. Poderia deixar disponível um numero de whatsapp para denuncia.

Aloizio gil dos santos: E quanto a quatro homens que dormem todos os dias na grama da rodoviária, e de manhã urina ali mesmo, com senhoras e crianças passando. Não seria o caso da prefeitura intervir de alguma forma.

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