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Governador propõe criação de brigada permanente para combater queimadas no Pantanal

Silvio Andrade, da Assecom MS em 03 de Outubro de 2020

Chico Ribeiro/Governo do Estado

Reinaldo falou sobre brigada eficiente e bem treinada, com estrutura dos governos federal e estaduais, para atuar em todo o Pantanal

O governador Reinaldo Azambuja propôs a criação de uma brigada permanente de combate e prevenção aos incêndios florestais no Pantanal, apoiada integralmente pelo governo federal, durante reunião de trabalho da Comissão Temporária Externa (CTEPantanal) criada pelo Senado para acompanhar as ações de enfrentamento às queimadas no bioma, realizada neste sábado (03), em Corumbá.

O encontro reuniu autoridades civis e militares, técnicos, produtores e entidades rurais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, dentre as quais o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, almirante Flávio Augusto Rocha, e Wesley de Almeida Felinto, do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Durante o evento, realizado no Centro de Convenções do Pantanal, o governador Reinaldo Azambuja defendeu a criação de uma estrutura permanente para atuar prontamente no combate aos focos de calor, salientando que a seca é um ciclo natural na região e, conforme previsões, deve prolongar-se por mais alguns anos.

Antes, o governador Reinaldo Azambuja, o ministro Ricardo Salles e os integrantes do CTE Pantanal sobrevoaram algumas regiões do Pantanal castigadas pelas queimadas, entre elas na fronteira com a Bolívia, onde a situação prejudicou a navegação. Várias embarcações transportando combustível estão encalhadas, por causa do nível do rio Paraguai, que está muito baixo.

Alinhamento de esforço

“Precisamos estar preparados com uma brigada eficiente e bem treinada, com toda a estrutura dos governos federal e estaduais, para atuar em todo o Pantanal e evitar que os incêndios se propaguem como estamos vendo este ano”, disse o governador. Segundo ele, a brigada deve ter uma estrutura como a Força Nacional, de homens e equipamentos.

Chico Ribeiro/Governo do Estado

Com o nível do rio Paraguai também baixo, navegação está prejudicada

Em sua fala, o ministro Ricardo Salles declarou apoio integral à proposta do governador, cuja base deverá ser instalada no centro do Pantanal (divisa dos dois estados) com a participação de todas as forças federais e estaduais de combate e prevenção aos incêndios florestais, além das Forças Armadas, as quais já apoiam a força-tarefa criada pelo Governo do Estado.

“Vamos avançar muito mais do que já avançamos para enfrentar os desafios de uma seca extrema como esta, graças ao nosso alinhamento de esforços, disse Salles. O ministro destacou também o avanço de Mato Grosso do Sul na regulação das regras de uso do fogo controlado e outras medidas ambientais que dão garantia jurídica ao uso dos recursos naturais.

Integração do Pantanal

O governador sul-mato-grossense reafirmou, durante seu discurso no evento, o compromisso com os pantaneiros de promover a integração rodoviária dos vários pantanais com a implantação e cascalhamento de estradas que vão interligar regiões hoje isoladas.

Afirmou que até o final do seu mandato (2022) serão executados os trechos rodoviários que ligarão a Curva do Leque (MS-228) a Rio Negro, ponte do Taquari e à divisa com Mato Grosso, interligando a região do Paiaguás com o Porto Jofre (Poconé, MT), bem como as regiões do Nabileque e Naitaca com o Forte Coimbra.

Chico Ribeiro/Governo do Estado

Outra área vistoriada pela CTE Pantanal

Reinaldo Azambuja anunciou ainda a chegada da energia elétrica ao rincão pantaneiro, por meio de estações ou solar, beneficiando 2.932 propriedades rurais. “Estamos promovendo o desenvolvimento, o acesso facilitará não só a produção pecuária, mas também a possibilidade de chegar a infraestrutura para apagar os incêndios”, acrescentou.

O governador também destacou a importância do homem pantaneiro na conservação do Pantanal, além de produzir alimentos por meio de uma pecuária de resultados. “Não podemos aceitar que façam pano de fundo de uma seca que é sazonal no Pantanal para querer criminalizar pessoas e atividades”, criticou.

Senadores presentes

A reunião de trabalho da Comissão Temporária Externa do Senado, que discute com a sociedade a criação do Estatuto do Pantanal, projeto em tramitação, contou com as presenças dos senadores-membros Wellington Fagundes, de Mato Grosso, e Nelsinho Trad, Simone Tebet e Soraya Thronicke, de Mato Grosso do Sul. A Comissão é presidida por Fagundes, tendo como relator Nelsinho Trad. As duas senadoras de Mato Grosso do Sul também fazem parte da CTE Pantanal como titulares.

Presentes ainda: secretários estaduais Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica), Jaime Verruck (Semagro) e Antonio Carlos Videira (Segurança Pública), deputada federal Bia Cavassa; contra-almirante Sérgio Guida, comandante da Marinha em Ladário; prefeito Marcelo Iunes e representes de órgãos federais e da sociedade civil.

“Temos que aprender com essa situação, temos todas as informações meteorológicas para tomar as decisões. Se tardamos muito esse ano, temos que fazer com que o ano quem vem isso não volte a acontecer. E, para isso, melhorar a estrutura pública, ter mais brigadistas, mais pessoas treinadas. Por parte do parlamento, estamos buscando uma legislação que possa permitir esse equilíbrio, através de um manejo adequado, inclusive com a queima controlada. Temos que criar regras para que essa convivência seja harmônica e amparada na ciência, na pesquisa e também na sabedoria de quem vive aqui, do ribeirinho, do pantaneiro”, disse o senador Wellington Fagundes.

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