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Setembro terminou como mês mais crítico no combate às queimadas em Corumbá

Leonardo Cabral em 01 de Outubro de 2021

Divulgação/Bombeiros

Bombeiros e brigadistas combatem dia e noite os focos de incêndios

Segue sem folga o intenso combate às queimadas em Corumbá. A semana foi difícil para quem mora aqui. Os focos de incêndios florestais avançaram e atingiram Ladário e cidades bolivianas de Puerto Quijarro e Puerto Suárez, na linha de fronteira.

Setembro foi o mais crítico em relação às ocorrências no Pantanal. A fumaça encobriu a cidade e prejudicou o combate aéreo com o lançamento de água. Ventos causaram "tempestade" de poeira; a paisagem foi modificada e o tom amarelado tomou conta da região. 

Já são três meses de Operação Hefesto. Os bombeiros se revezam a cada dez dias no combate aos focos. São militares de todo o Estado deslocados para tentar debelar o fogo no Pantanal de Corumbá, enfrentando o forte calor, ventos, e lugares mais distantes e de difícil acesso por terra ou rio.   

Os militares, que integram a operação Hefesto, combateram - ao longo da semana - focos de queimadas nas regiões de Porto Esperança, Jatobazinho, Morro do Urucum, Paiaguás, Porto da Manga e Nabileque. Nos locais de combate, as temperaturas variaram entre 45ºC e 50ºC. No morro Urucum o fogo começou no entorno e atingiu o topo, colocando em risco torres de comunicação do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo).   

Houve focos combatidos também nas regiões do Castelo e do Tagiloma, próximas a Corumbá, com apoio aéreo. Em Porto Esperança, o fogo consome a vegetação em frente ao distrito, que fica localizado às margens do rio Paraguai, abaixo da BR-262, preocupando a comunidade. Mas, relatório do Corpo dos Bombeiros divulgado na quarta-feira (29) indicava que o número de focos de janeiro a setembro deste ano (3.758) é menor do que no mesmo período de 2020 (6.446).   

Desde 1º de junho, quando teve início a Operação Hefesto, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul já empregou 530 homens, 928 materiais e 94 viaturas nos combates às chamas no bioma. O trabalho é realizado com apoio da Marinha, Exército, Imasul, Defesa Civil, Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental e prefeituras.

1,3 milhão de hectares queimados

Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA/UFRJ) indicam que já foram queimados 1.313.825 hectares no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Só na área que corresponde ao Pantanal de Mato Grosso do Sul, já foram consumidos pelas chamas 965.150 hectares. No Estado vizinho, a área queimada chega a 347.850 hectares.

Em 2021, Corumbá já registrou 3.106 focos de incêndios, somente em setembro foram 1.947 registros, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Chuva fraca 

Segundo o meteorologista, Natálio Abraão, do Centro de Monitoramento do Tempo da Uniderp, neste fim de semana (nesta sexta e sábado), há chance de chuva, mas com pouca precipitação, de 5 mm em média.

"Somente chuva acima de 25 milímetros vai ajudar a amenizar as queimadas aí na região e não tem essa previsão agora para Corumbá, só depois do dia 10. Antes disso, as chuvas que podem ocorrer serão fracas e isoladas", disse ao Diário Corumbaense.

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