Menu

Fale Conosco Expediente

Corumbá, MS
23 de Outubro de 2017
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
 

Cesare Battisti vai para São Paulo depois de sair da prisão em Corumbá

TV Morena em 07 de Outubro de 2017

Domingos Lacerda/TV Morena

Cesare Battisti na fila do embarque no aeroporto de Campo Grande

Depois de conseguir alvará de soltura, o ex-ativista de esquerda e acusado de terrorismo na Itália Cesare Battisti foi embora para casa. Ele embarcou, neste sábado (07), no aeroporto internacional de Campo Grande com destino a São Paulo. A prisão preventiva de Cesare Battisti foi substituída por medidas cautelares. Ele não poderá sair da região onde mora, no litoral sul de São Paulo, sem autorização da Justiça. Battisti também terá que se apresentar todo o mês à Justiça.

Battisti esperou a hora do embarque em uma lanchonete que fica no saguão do aeroporto internacional. Ele estava bem à vontade, riu, leu jornal e tomou vários copos de cerveja. Até fez um brinde, em uma atitude irônica. O italiano não deu declarações.

O ex-ativista italiano deixou a sede da Polícia Federal (PF), em Corumbá (MS), na noite de sexta-feira (06). Estava acompanhado dos advogados de defesa. Ele foi preso na quarta-feira (04) quando tentou cruzar a fronteira entre o Brasil e a Bolívia com US$ 6 mil e € 1.300 em dinheiro.

A defesa conseguiu liminar revogando a prisão preventiva. Na decisão, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) José Marcos Lunardelli entendeu que não houve evasão de divisas. Batistti estava com mais duas pessoas e o valor apreendido não excedia ao limite permitido por lei. Também afirmou que o italiano não é refugiado, pois tem visto de permanência concedido pelo Conselho Nacional de Imigração.

prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares. Cesare Battisti não poderá sair da região onde mora no litoral sul de São Paulo, sem autorização da Justiça. Ele também terá que se apresentar todo o mês à Justiça.

Domingos Lacerda/TV Morena

Cesare Battisti faz brinde em atitude irônica

Caso Battisti

O ex-ativista de esquerda foi condenado à prisão perpétua na Itália em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos no país nos anos 1970. Ele era membro do grupo Proletários Armados para o Comunismo (PAC). O italiano nega envolvimento nos homicídios e se diz vítima de perseguição política.

Battisti então fugiu para a França, onde viveu por alguns anos, e chegou ao Brasil em 2004. O ex-ativista foi preso no Rio de Janeiro em 2007 e, dois anos depois, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu a ele refúgio político.

A Itália recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a concessão de refúgio para Battisti e pediu a extradição dele de volta ao país.

No julgamento realizado em fevereiro de 2009, os ministros negaram o pedido de liminar do governo italiano contra a decisão de conceder refúgio a Battisti, mas votaram pela extradição do ex-ativista. Entretanto, por 5 votos a 4, o STF definiu que a palavra final sobre a extradição caberia ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 31 de dezembro de 2010, no último dia de seu governo, Lula recusou a extradição de Battisti.

Neste ano, o governo da Itália apresentou um pedido para que o Brasil reveja a decisão do ex-presidente Lula. O Planalto nega que esteja reavaliando a permanência de Battisti no Brasil. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já disse que este assunto não está sendo tratado no governo.

No fim de setembro, os advogados de Battisti entraram com um pedido no STF para impedir a possibilidade de Temer decidir extraditá-lo. Em entrevista em 2014 ao programa Diálogos, de Mario Sergio Conti, na GloboNews, o italiano afirmou que "nunca" matou “ninguém”.

Na quinta-feira (05), após a prisão de Battisti na fronteira do Brasil com a Bolívia, o governo italiano afirmou que está trabalhando com as autoridades brasileiras para obter a extradição de Cesare Battisti.

 

Ações e Compartilhamento
Entre em contato com o autor
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE