PUBLICIDADE

Sem “sinal” do governo, manifestações seguem e fronteira chega ao quarto dia fechada

Leonardo Cabral em 11 de Novembro de 2021

Diário Corumbaense

Fronteira está fechada para tráfego de veículos desde segunda-feira

Sem nenhum diálogo ainda por parte do governo, os bolivianos entraram nesta quinta-feira, 11 de novembro, no quarto dia de manifestações no País. Eles querem que Luis Arce, presidente do país vizinho, revogue pacote de leis, que consideram ilegal.

Com isso, a fronteira entre as cidades de Puerto Quijarro e Puerto Suárez com Corumbá, continua fechada.  Apenas é permitido que as pessoas cruzem a ponte a pé. Entulhos, galhos de árvores e caminhões permanecem cruzados nas ruas, para impedir o tráfego de carros.

Só nesta região na fronteira com Corumbá, são registrados três pontos de bloqueios, um na ponte que delimita o território entre Bolívia e Brasil, um em Puerto Suárez e logo mais à frente, na estrada Bioceânica, que interliga as duas nações via terrestre.

Ao Diário Corumbaense, o coronel Franklin Villazon, comandante da Polícia Boliviana, em Puerto Quijarro, explicou que a Polícia está fazendo o monitoramento para evitar qualquer tipo de confronto. Um contingente de 30 policiais foi deslocado da cidade de Santa Cruz de la Sierra, para dar apoio à segurança da fronteira.

Já Antonio Chávez Mercado, presidente do Comité Cívico Arroyo Concepción, disse que a mobilização continua até que o governo atenda à reivindicação. “Não tivemos nenhum sinal por parte do governo. Queremos a revogação da lei, enquanto isso, seguimos unidos com o ‘paro’ em toda a Bolívia e a fronteira permanecerá fechada por tempo indeterminado”, pontuou.

Na Bolívia

As mobilizações de repúdio à Lei 1.386 e demais regulamentações promovidas pelo Governo, que são consideradas violações dos direitos dos cidadãos, seguem em todo o país. Para hoje, foram anunciadas marchas não só em Santa Cruz, mas também em Potosí, Cochabamba e outras regiões do país.

Reprodução/El Deber

Em Santa Cruz e outras cidades, haverá marcha para pedir pela revogação de leis

Em Santa Cruz, o transporte pesado (Câmara de Transporte Oeste, Fedetrapesc, Asociatri, Astic, Sindicato de Transporte Pesado, Federação Departamental dos Transportadores de Ônibus e Coordenador de Transporte Pesado de Santa Cruz), realizará uma marcha a partir das 16h. 

Em Potosí, conforme o jornal El Deber, haverá uma marcha de repúdio à Lei 1386 que permite ao governo investigar o patrimônio de qualquer cidadão sem ordem judicial. Às 14h, os mineiros se concentrarão em Ckasa, o Calvário. Em Cochabamba, após reunião realizada nesta quarta-feira (10), os pontos de bloqueio existentes na cidade serão fortalecidos hoje.

Nesta quinta-feira também haverá mobilizações a favor do governo.

PUBLICIDADE