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Pré-candidata do PT ao Governo, Giselle Marques defende desenvolvimento sustentável e mira no 2º turno

Rosana Nunes em 29 de Abril de 2022

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Giselle Marques é evangélica, casada há 25 anos e mãe de três filhas

A advogada e professora universitária, Giselle Marques, de 54 anos, pré-candidata do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, cumpre agenda em Corumbá nesta sexta-feira, 29 de abril, onde mantém reuniões com lideranças e entidades de classe. 

Escolhida pelo Partido dos Trabalhadores após a desistência do ex-governador Zeca do PT, a pré-candidata disse estar feliz com a indicação. "Estou filiada ao PT desde 1986, então, recebi com muita alegria a honra de poder levar o projeto de empoderamento das trabalhadoras e dos trabalhadores que o PT tem como marca, que as riquezas produzidas fiquem nas mãos de quem as produz. E assim é um partido que tem toda uma trajetória na questão da inclusão social, emprego e renda dignos e também na questão dos problemas sociais. Eu tenho muita honra de estar à frente desse projeto", afirmou em entrevista ao Diário Corumbaense.

A advogada nasceu em Campo Grande, mas morou em Corumbá por muitos anos. "Eu me considero filha de Corumbá, porque aqui eu passei a minha infância, lá na rua Tiradentes, estudei no Júlia Gonçalves Passarinho, depois estudei no Maria Leite e por último no antigo Genic e assim eu tenho uma relação afetiva muito grande com a cidade. Eu carrego esse 'DNA' de ter crescido às margens do rio Paraguai, declamando os poemas do Pedro Paulo de Medeiros", lembrou.  

Defensora do desenvolvimento sustentável, Giselle Marques, destacou que vai focar na agroecologia e no turismo. "Porque desenvolvimento sustentável significa conservação ambiental, emprego e renda. Hoje, a comida que está indo para a mesa do brasileiro, 70% é produzido pela agricultura familiar. Eu quero sim que Corumbá seja um polo de desenvolvimento focado na indústria do turismo, que tenha rentabilidade, emprego e, principalmente, tenha a proteção ao nosso Pantanal, ao nosso meio ambiente", frisou a pré-candidata. 

Numa corrida eleitoral em que o atual cenário é de cinco adversários ao governo de Mato Grosso do Sul, Giselle Marques diz que o PT está buscando a construção de uma frente de esquerda para a disputa. "Nós já conversamos com o PV, com o PCdoB que estão numa federação em nível nacional com o partido, e estamos conversando com o Psol e Rede. Inclusive, convidamos o Psol a indicar o candidato a vice. Está sendo cogitado o nome do indígena Eloy Terena. Vai ser a primeira vez na história de Mato Grosso do Sul que teremos um indígena disputando um cargo tão importante. Ele é advogado, pós-doutor na França, então, é uma pessoa extremamente preparada."

A pré-candidata se vê no segundo turno da eleição por causa da polarização de votos. "Nós temos cinco candidatos que vão dividir os votos da direita e, na esquerda, vou estar representando um projeto de valorização das trabalhadoras, trabalhadores, dos povos ribeirinhos, indígenas, enfim, é o único projeto aliado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas eleitorais para presidente", concluiu. 

Giselle Marques nunca ocupou cargo eletivo. Em 2021, foi candidata à presidência da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). A eleição foi vencida por Bitto Pereira. 

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