PUBLICIDADE

Corumbá encerrou 2020 com mais de 2,1 mil casos positivos de dengue e quatro mortes

Leonardo Cabral em 07 de Janeiro de 2021

Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Doença teve maior pico nos primeiros meses de 2020, por isso, cuidados agora, no começo de 2021, são essenciais

Embora todas as atenções estejam voltadas para o novo coronavírus, que vem registrando alta no contágio na região, outra doença, que também pode matar, segue preocupando as autoridades em saúde de Corumbá. A cidade encerrou 2020 com mais de 2 mil casos positivos e 4 mil notificações de dengue. O município pantaneiro enfrentou uma epidemia, com pico nos primeiros meses do ano que passou, antes mesmo da pandemia da covid-19 atingir a cidade.

O total de casos de dengue chegou a 2.108 confirmações, por exames laboratoriais e vínculos epidemiológicos. Número bem superior aos confirmados em 2019, quando Corumbá contabilizou apenas 225 casos. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na quarta-feira, 06 de janeiro, e que traz as informações semanalmente. Todos os números são da semana 53, que corresponde à última de 2020.

Também chamou atenção o alto número de casos notificados. O boletim informa que a cidade contabilizou 4.158 casos suspeitos enquanto em 2019 foram 1.403 notificações. Somente em janeiro de 2020, Corumbá somou 1.008 notificações, marca muito próxima do total de casos notificados em 2019 inteiro.

Com quatro óbitos, Corumbá encerrou 2020 na segunda posição entre as cidades com mais mortes causadas pela doença; em 2019, houve uma morte.

Os trabalhos de prevenção e bloqueio à doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, foram intensificados nos bairros e junto aos moradores de Corumbá para tentar “frear” a crescente de casos.

“Mesmo com a covid-19, no pico, demos sequência às nossas ações de combate à dengue. No entanto, precisamos da colaboração da população, com uma atenção maior na limpeza do quintal e também eliminar locais que servem como criadouro do mosquito, tudo isso, para que não tenhamos aumento significativo e também uma epidemia de dengue neste início de ano, como foi no ano passado”, disse ao Diário Corumbaense a gerente de Vigilância em Saúde, Beatriz Assad.

Ela ainda ressaltou que 10 minutos do dia “podem ser dedicados às ações de limpeza, para que possamos combater o mosquito transmissor. As ações de prevenção, orientação e combate à doença não terminaram e vamos dar sequência ao cronograma desses trabalhos”, enfatizou.

Já o secretário de Saúde, Rogério Leite, explicou que Corumbá é uma região endêmica e mencionou os cuidados, inclusive nesse período de chuvas. "Os números começam a crescer e o pico é geralmente em fevereiro seguindo até março. Por isso, as ações desenvolvidas neste período são fundamentais no combate ao mosquito, bem como a atenção da população que deve se atentar a esses cuidados simples, mas que podem salvar vida”, disse o titular da Secretaria Municipal de Saúde.

A doença

A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão ocorre através da picada do mosquito Aedes aegypti, que também transmite a febre chikungunya e zika vírus. Por isso, as autoridades em saúde reforçam a importância de a população tomar medidas que evitem a proliferação do mosquito transmissor.

A Secretaria de Saúde de Corumbá disponibiliza telefones para moradores também denunciarem locais, como terrenos baldios e imóveis abandonados, com possíveis focos. O anonimato é garantido. Os números são: 0800 647 2255 / 0800 647 2109 / 3233-2783. Além disso, a Saúde segue com ações de bloqueio e combate à doença nos bairros da cidade.

As principais medidas de prevenção e combate ao Aedes Aegypti são:

Manter bem tampados tonéis, caixas e barris de água;

Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;

Manter caixas d'água bem fechadas;

Remover galhos e folhas de calhas;

Não deixar água acumulada sobre a laje;

Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana;

Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;

Colocar lixo em sacos plásticos em lixeiras fechadas;

Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;

Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;

Acondicionar pneus em locais cobertos;

Fazer sempre manutenção de piscinas;

Tampar ralos;

Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;

Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;

Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;

Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;

Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;

Catar sacos plásticos e lixo do quintal.

PUBLICIDADE