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Dengue: vândalos jogam pedra contra carros da Saúde que realizam o "fumacê"

Leonardo Cabral em 29 de Janeiro de 2020

Divulgação

Um dos carros apedrejados realizava aplicação do inseticida no Jatobazinho

Corumbá trava uma luta para conter o avanço da dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Mutirões, ações de conscientização, visita dos agentes de endemias aos domicílios e a volta do "fumacê", integram o plano de contingência do Município. O uso do inseticida foi retomado após quase nove meses, por uma necessidade extrema, já que a cidade vive uma epidemia de dengue. 

Mas enquanto acontecem as ações de mobilização da população, vândalos entram em cena para atrapalhar o serviço que é essencial no combate ao mosquito transmissor. Na noite de terça-feira (28), por volta das 19h30, na rua República da Bolívia, o carro fumacê foi apedrejado na rua República da Bolívia, no Jatobazinho, parte alta da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência (616/2020) registrado pelo servidor da Prefeitura, o veículo, um Fiat Strada, foi atingido no para-brisa, vindo a trincar o vidro. O motorista, que não se feriu, não conseguiu identificar quem arremessou a pedra. 

E não foi um caso isolado. Outro carro fumacê também foi apedrejado em uma área próxima do primeiro local. O fato foi registrado como dano qualificado contra o patrimônio do município. 

O secretário municipal de Saúde, Rogério Leite, disse ao Diário Corumbaense, que lamenta os episódios. “A gente está fazendo o nosso trabalho e, de repente, uma situação dessa é triste. Sabemos que a população não concorda com esse tipo de coisa, e, esperamos que isso não ocorra mais contra os trabalhadores de saúde e equipamentos que são utilizados para o beneficio da Saúde da população, inclusive dessas pessoas que apresentam esse tipo de comportamento”, alertou Rogério Leite.

Fumacê voltou após nove meses

Após quase nove meses de desabastecimento, Corumbá voltou a realizar a aplicação de inseticida por meio de bomba motorizada, popularmente conhecido como "fumacê", após a primeira quinzena de janeiro deste ano. 

Para Mato Grosso do Sul, o Ministério de Saúde encaminhou 9,6 mil litros de Malathion e 100 kg de pyriproxefen. A quantidade que cada município recebeu foi conforme o número de notificações.

O motivo do desabastecimento do inseticida, que teve início em maio de 2019, foi em decorrência de problemas com a formulação da empresa responsável pelo produto, que causou vazamento das embalagens, impossibilitando o uso e ocasionando um desabastecimento momentâneo do produto em todo o território nacional.

Até o momento, Corumbá já registrou uma morte por dengue do tipo mais grave, 1.004 notificações da doença e 77 casos confirmados. 

Comentários:

José Mendes: Alguém pode doar umas câmera pra colocar nos veículos? Pra pegar esse vagabo e fazer ele conversar com as famílias que perdeu pessoas por causa dessa doença?

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