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Greve nacional dos Correios afeta central de distribuição de encomendas em Corumbá

Leonardo Cabral em 11 de Setembro de 2019

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Na agência da rua Cuiabá, cartazes foram colocados informando a greve

Alguns serviços estão suspensos pelas Agências dos Correios em todo o território nacional. Em Corumbá, cartazes foram colocados em frente a agência da rua Cuiabá, onde são recebidas encomendas para distribuição. Já a agência central, localizada na rua Delamare, o atendimento foi normal nesta quarta-feira (11). A paralisação, que teve início na terça-feira, 10 de setembro, reivindica reajuste salarial pela inflação, de 3,43%. Os Correios ofereceram somente 0,8%.

Os sindicatos representantes da categoria no Brasil também exigem a manutenção de benefícios, como ter pais como dependentes no plano de saúde e coparticipação de 30%; continuidade de percentual de férias em 70% e vales alimentação e refeição. A categoria também é contra a privatização dos Correios.

Em nota, a assessoria de imprensa dos Correios informou ao Diário Corumbaense, que a paralisação é parcial e não afeta os serviços de atendimento da estatal. A empresa já colocou em prática o Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Na agência da rua Delamare, os serviços são prestados normalmente

De acordo com a nota, levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil estão trabalhando regularmente. Em Mato Grosso do Sul, 85% dos empregados também trabalham normalmente, segundo a assessoria.

Negociação

Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foram apresentadas a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

"Neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira", destaca a empresa em nota. 

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