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Se não houver racionamento de combustível, ônibus podem parar na próxima semana

Ricardo Albertoni em 24 de Maio de 2018

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Em operação normal, concessionária de ônibus gasta 1.700 litros de diesel por dia

Se o desabastecimento devido ao protesto nacional dos caminhoneiros continuar, na próxima semana, o transporte coletivo em Corumbá deve parar. A situação já acontece em alguns pontos do Brasil e deve se repetir na região caso não haja avanço nas negociações entre a classe e o Governo Federal.

Com a falta de combustível nos postos da região e a incerteza sobre a chegada do produto adquirido diretamente da distribuidora, que está parado em um dos bloqueios, a Viação Cidade Corumbá Ltda, empresa concessionária do transporte coletivo pode interromper o serviço na próxima semana caso não seja implantada uma operação de racionamento.

É o que afirmou ao Diário Corumbaense o diretor da empresa, Youssef Younes. Ele explicou que a empresa tem um reservatório que hoje contém aproximadamente 3 mil litros do combustível, o que seria pouco menos que o dobro do que o serviço utiliza em um dia. Segundo Younes, a VCC conversa com a Agetrat (Agência de Trânsito e Transporte de Corumbá), reguladora do serviço, para que a empresa opere de maneira a racionar o produto e estenda o serviço por mais tempo, já que não há uma previsão de quando a situação deve ser resolvida.

“Esperamos que o combustível dure até domingo. Temos um reservatório que está com aproximadamente 3 mil litros. Gastamos 1.700 litros de diesel por dia de operação normal e por isso temos que racionar. Compramos da distribuidora, mas, todas estão fechadas e o nosso diesel está parado no bloqueio. Vamos conversar com a Agetrat para diminuir a operação, mas uma hora vai acabar. Se por exemplo não voltar ao normal até segunda-feira, na terça-feira pode acabar o combustível”, afirmou Younes.

O diretor-executivo da Agetrat, Cleiton Douglas da Silva, disse que a empresa deve enviar o planejamento para a operação que visa racionar o combustível. Segundo o diretor executivo, existe a possibilidade de diminuição da quantidade de ônibus nas linhas em alguns horários, entretanto, ele adiantou que só vai poder passar detalhes depois que as medidas forem repassadas para a Agetrat.

“Fizemos uma reunião, mas estamos esperando o plano que a empresa vai enviar. Iremos precisar diminuir o quantitativo de ônibus em alguns horários, mas não temos como passar ainda pois estamos esperando a tabela da empresa. Todo final de expediente teremos reuniões para que as alterações necessárias possam ser feitas. Estamos em uma situação de dificuldade e podemos chegar a zero de combustível. Estou apenas esperando o ofício chegar para poder enviar para a Prefeitura”, explicou o diretor-executivo.

 

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