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Incêndios florestais continuam na Estrada Parque e três pontes já foram destruídas

Rosana Nunes em 11 de Outubro de 2020

Se para a população o calor, a fumaça e a baixa umidade do ar, têm causado muito desconforto e problemas respiratórios, imagine para homens e mulheres, que integram a força-tarefa que combate focos de incêndio no Pantanal. 

Os combatentes são fuzileiros navais, bombeiros militares e brigadistas do Ibama, militares do Paraná, Santa Catarina e da Força Nacional, além de voluntários de entidades não governamentais. Nos últimos dias, eles  concentram ações em Corumbá, na BR-262, Serra do Amolar, Fazenda Bodoquena (combate no Parque Estadual do Rio Negro), Estrada Parque, Porto Esperança e região Nordeste/Leste do Estado, onde ocorrem incêndios em florestas plantadas e parques estaduais do Taquari e Ivinhema. Reforço de 50 homens dos bombeiros de Brasília também veio para ajudar nas ações. 

Na Estrada Parque, a equipe prioriza a segurança de moradores da comunidade do Passo do Lontra. Casas, pousadas e edificações de fazendas são monitoradas para evitar que o fogo chegue até esses locais. O trabalho exige muito dos combatentes, que atuam dia e noite para conter as chamas que se alastram rapidamente com o tempo seco e baixa umidade. (veja vídeo).

Pontes

Segundo a Agesul (Agência de Gestão e Empreendimentos) na MS-184, trecho Curva do Leque - Passo do Lontra, pelo menos três pontes já foram incendiadas. A última, na noite de sexta-feira (09). A imagem impressiona, o fogo tomou conta completamente da estrutura de madeira.

Nesse mesmo local, um carro com quatro ocupantes capotou quando o condutor desviou das chamas. Felizmente, ninguém se feriu com gravidade.

Ainda de acordo com a Agesul, que mantém equipes fazendo limpeza manual e mecanizada, não há trecho interditado ao longo estrada e nos locais onde as pontes foram queimadas, há desvios "naturais", pois com a seca, não há água nas extensões das pontes.

Divulgação/Prevfogo

Ponte da Estrada Parque sendo destruída na noite da última sexta-feira

De janeiro até quarta-feira (07) foram registrados 42.193 focos de calor no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Destes, 7.176 se concentraram em Corumbá, maior município do Estado e com maior área do Pantanal, representando 36,7% do total. Na sequência, aparecem Poconé (MT), com 4.630 focos (23,7%), e Barão do Melgaço (MT), com 3.657 (18,5%). O total de área queimada no Pantanal corresponde a 23% de sua área, sendo o bioma mais impactado, embora o terceiro em números de focos. Primeiro, Amazônia, depois, o Cerrado. Com informações do Portal MS

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