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Estudantes da escola Pedro de Medeiros tiveram quatro projetos premiados na Fecipan

Rosana Nunes em 12 de Outubro de 2019

De 30 de setembro a 05 de outubro, o IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) realizou a Feira de Ciências e Tecnologia do Pantanal (Fecipan), com a  participação de estudantes do ensino fundamental (6º ao 9º anos), médio e técnico integrado, de escolas públicas e privadas.

 

Os trabalhos apresentados foram nas áreas de Ciências Biológicas e da Saúde; Exatas e da Terra; Humanas, Sociais Aplicadas e Linguística; Agrárias e Engenharias; e Multidisciplinar, para projetos com mais de uma área predominante.


Divulgação

Alunos da escola municipal Pedro de Medeiros durante premiação no Fecipan

A escola municipal Pedro Paulo de Medeiros, foi a única da Reme que teve quatro projetos premiados. Um deles foi baseado na violência contra a mulher, temática muito discutida atualmente. Os alunos e a professora Cristiane Maria de Jesus Garcia trabalharam o tema com o objetivo de conscientizar sobre a gravidade do assunto, tendo como exemplo o caso da professora Nádia Sol Neves Rondon, de 38 anos, morta em 10 de março deste ano, dia de seu aniversário, com mais de 30 golpes de faca. O autor do crime bárbaro foi o ex-companheiro dela, Edevaldo Costa Leite, de 31 anos, que não aceitava a separação.

Nádia era professora na unidade de ensino. “Era uma pessoa muito querida e foi necessário sim tratar desse assunto para levarmos os estudantes à reflexão, que eles compreendessem que é preciso ter respeito na relação, que atitudes de violência são inaceitáveis. A própria Lei Maria da Penha diz que o tema tem que ser desenvolvido na escola, do 6º ao 9º ano. Por meio do teatro, dança, música  e discussões pedagógicas, os alunos  passaram a refletir sobre suas atitudes e ações. A escola tem sim papel importante, é ali que a gente transforma o cidadão através do conhecimento. Homem que respeita a mulher, não bate”, explicou a professora Cristiane Garcia.

“A violência contra a mulher é um tema que precisa ser levado a sério. O nosso projeto trouxe a intenção de perguntar o por quê dessa violência, como aconteceu com nossa professora. Ficamos chocados e quisemos entender mais sobre o tema. Esse é um trabalho que busca conscientizar o máximo de pessoas”, disse a estudante Natália Pereira, integrante do projeto.

A “vilã” matemática

A matemática, considerada “grande vilã” para muitos estudantes, foi tema de pesquisa do 6º ano sobre o uso de dispositivo móvel no aprendizado e conquistou o primeiro lugar.

“Os professores diariamente dizem antes de as aulas começarem para mantermos os celulares dentro das mochilas para não tirar a atenção e não atrapalhar a aula. Questionando a respeito do método que poderíamos ter acesso, surgiu a ideia do projeto, assim poderíamos utilizar o celular e suas ferramentas corretas e pedagógicas com orientação do professor. O nosso objetivo foi acelerar o ensino e fortalecer o aprendizado, considerando os aplicativos como extensão de ensino. A nossa metodologia foi teórica e prática. Na base teórica foi a revisão de literatura e no eixo prático os alunos foram orientados sobre a utilização de aplicativos que poderiam ser utilizados no aprendizado da matemática”, contou a aluna Agatha Leite Nadalin.

“O nosso foco foi a matemática porque a gente viu que muitos alunos tinham dificuldades com a matéria. A gente pesquisou vários jogos educativos, testamos, jogamos, vimos como eles funcionavam e demos a ideia para a professora. Por meio do nosso projeto, os alunos melhoraram as notas e até professores de outras disciplinas sentiram que a ideia ajudou no melhor desempenho dos colegas. Por isso, ficamos felizes e orgulhosos com essa premiação na Fecipan”, frisou o estudante Odenilson da Silva Garcia Júnior.

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