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Pré-candidata, Rose Modesto percorre municípios para ouvir prioridades da população

Rosana Nunes em 07 de Abril de 2022

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Deputada federal Rose Modesto em entrevista ao Diário Corumbaense

Pré-candidata ao Governo do Estado pelo União Brasil, a deputada federal Rose Modesto, cumpre agenda politica em Corumbá e Ladário até esta sexta-feira (08). Ela está mantendo reuniões com lideranças comunitárias e políticos. Nos encontros, Rose apresenta o projeto "MS que Queremos" , que é uma prévia do plano de governo para 2023 – caso eleita governadora – e ouve sugestões da população para um eventual mandato no comando do Governo do Mato Grosso do Sul.

“Corumbá é a 22ª cidade que levamos o ‘MS que Queremos’. Em agosto, vou registrar minha candidatura e o plano de governo, de compromisso que vou firmar como governadora. Esse plano não pode ser definido numa sala por meia dúzia de pessoas. Precisamos ouvir a população e suas prioridades. Conheço Corumbá e Ladário, sei das dificuldades, mas precisamos e queremos ouvir a população. O ‘MS que Queremos’ está ouvindo mais do que falando nestes encontros”, disse a deputada federal. 

Essa forma de conhecer as prioridades em contato direto com a população, é, na avaliação da pré-candidata ao Governo, uma forma de “errar menos” e permite definir democraticamente as prioridades. “É uma forma de trazer as pessoas para o debate da maneira mais democrática possível. A gente erra menos. Tenho a convicção e a humildade de reconhecer que nenhum governo resolve tudo, mas tem prioridades que a população sente que não dá para esperar. Hoje, a prioridade geral, é dar condições dignas de as pessoas comerem, no mínimo, três vezes ao dia; morar em casa decente e com dignidade. Para melhorar a vida dessas pessoas, o Estado precisa estender o braço com os programas sociais, de transferência de renda para essas famílias. Queremos gerar emprego, dar dignidade, acesso à educação, acesso ao ensino técnico aos nossos jovens. Ao investir em emprego e renda, você dá oportunidade de a pessoa sonhar e realizar. Mato Grosso do Sul é um estado rico e não pode permanecer tão desigual”, disse Rose ao apontar algumas prioridades de seu plano de governo. 

Emprego, renda e logística de transporte são gargalos que precisam de solução no Estado e também em Corumbá e Ladário, apontou Rose Modesto. “Precisamos ter coragem de fazer o enfrentamento e discutir a pauta fiscal. O Estado ainda tem uma das cargas tributárias mais pesadas do país e não é fácil fazer esse debate, porque você abre mão de receita. No ano passado, tivemos receita liquida de 25 bilhões de reais com despesas fixas de R$ 18 bilhões, gerando superávit de R$ 7 bilhões. Então, já tem espaço fiscal para reduzir a carga tributária de forma responsável, cuidando das contas públicas. Estou consciente que precisamos fazer isso. Ao reduzir carga, perde receita mas dá oportunidade de o Estado se tornar mais competitivo e assim atraímos mais empresas e indústrias, o comércio ganha fôlego e gera mais emprego e renda. Com renda, a gente compra mais, o consumo aumenta e a gente arrecada mais. Vamos fazer isso, porque é uma forma de o Estado se desenvolver ainda mais. Na questão de logística, precisamos trazer investimentos, buscar as parcerias público-privadas. A Ferroeste é uma forma de desenvolver mais. Em Corumbá, temos a discussão da questão ambiental, precisamos fazer a discussão séria de produção, estradas. O governo federal e Dnit precisam melhorar a atenção com a gente “, frisou ao se referir ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. 

Pré-candidata pelo União Brasil, após mais de 15 anos no PSDB, Rose Modesto agradeceu a sigla pela chance de expor sua plataforma política para o principal cargo do Executivo estadual. “Não encontrei isso no PSDB, que tem outro candidato. Não tenho inimigos lá, graças a Deus, não tenho inimigos em lugar algum. O PSDB e eu vamos seguir caminhos diferentes. O União Brasil me deu a oportunidade de colocar meu nome à disposição do Mato Groso do Sul. As alianças ainda têm muito diálogo pela frente. Temos dois cenários, o Nacional, que o União Brasil discute com outros partidos a possibilidade de encontrar um nome para a Presidência e, no Estado, O União tem liberdade de dialogar com todos e ter relação institucional. Como governadora, se for eleita, independente do presidente que estiver lá, farei de tudo para estar próxima, dialogando, com harmonia e com o interesse da população acima das posições ideológicas e partidárias”, disse ao Diário Corumbaense

Por fim, Rose destacou que se sente preparada para enfrentar uma campanha ao Governo do Estado.

“Entendo que cabe nosso nome sim. Cumpro a missão de colocar o nome de uma mulher, mas não sou daquelas que acha que mulher tem que votar em mulher só porque é mulher. Tem mulher que não está preparada; nem é o chamado dela, não é vocação estar na politica. Mas, também sou daquelas que combato diariamente qualquer tipo de preconceito, daqueles que pensam ‘será que mulher dá conta?’. Mulher é capaz de qualquer coisa, assim como homem. Mas, você tem que se preparar, conhecer. Me sinto preparada, e falo isso com muita humildade. Venho de uma família pobre, do ponto de vista financeiro, que dependeu sempre de tudo o que era público, da saúde pública, da educação pública. Fui bolsista, por isso consegui me formar (professora), morei em casa popular de 42 metros quadrados e sei o que é depender do estado, dos governos. Depois, tem a minha experiência na politica, fui vereadora duas vezes, vice-governadora e deputada federal. Conheço o potencial de Mato Grosso do Sul e a máquina de dentro para fora, conheço o estado. Pena que o vice não tem caneta para fazer. Mas procurei ouvir, estar perto das pessoas, em cada canto do Mato Grosso do Sul. Disputei a Prefeitura de Campo Grande, tive 42% dos votos, e depois me elegi a mulher, proporcionalmente, mais votada do pais. Tive mais de 120 mil votos e quando ando pelo estado e ouço as pessoas dizendo ‘você precisa estar lá [no Governo do Estado], não tem como falar não”, concluiu Rose Modesto.

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