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Fundtur diz que acompanha inquéritos sobre barco que naufragou em Corumbá; sete morreram no acidente

Rosana Nunes com Portal de Notícias MS em 23 de Outubro de 2021

Arquivo Diário Corumbaense

Acidente aconteceu no dia 15 de outubro; sete pessoas morreram no naufrágio

Em razão do acidente ocorrido com uma embarcação no rio Paraguai durante mudança repentina do tempo, no último dia 15, quando sete pessoas morreram, o presidente da Fundação de Turismo de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling, informou que a Fundtur está acompanhando e aguardando mais informações sobre os inquéritos instaurados pela Marinha e a Polícia Civil sobre as causas do acidente.

“É importante esclarecer que a embarcação que sofreu o acidente era de propriedade particular e classificada na categoria barco esporte e/ou recreio, transporte empregado exclusivamente para atividades não comerciais, regularizada pela Capitania dos Portos (Marinha), conforme regulamentação específica de segurança de navegação", reforçou. 

Segundo Wendling, esta categoria de embarcação que sofreu acidente, não tem obrigatoriedade de ser cadastrada no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços do Turismo), diferente do que acontece com os chamados barcos-hotéis, que são obrigados a estarem cadastrados e oficialmente reconhecidos como meios de hospedagem pelo Ministério do Turismo.   

Conforme a diretora-presidente da Fundação de Turismo de Corumbá, Elisângela Sienna da Costa Oliva, a fiscalização das embarcações de transporte de turistas, como por exemplo os barcos-hotéis, segue critérios rigorosos de exigências, inspeção e controle pela Marinha e órgãos competentes como a Anvisa, Secretaria de Saúde Municipal e Agência Portuária Municipal.   

“No dia do acidente, a Prefeitura determinou que as secretarias e fundações ficassem à disposição das vítimas e familiares para prestarem assistência e apoio à Marinha e ao Corpo de Bombeiros Militar. “Prestamos toda a assistência necessária. A Prefeitura decretou luto de três dias, lamentamos o acontecido, uma fatalidade”, ressaltou Elisângela.     

As investigações estão sendo realizadas pela Marinha do Brasil, órgão responsável pela fiscalização do trânsito das embarcações nas áreas fluviais, onde foi aberto um inquérito administrativo para apurar as causas do naufrágio do barco, as condições da embarcação, muito embora o fenômeno meteorológico anormal é considerado o causador do trágico acidente.   

O naufrágio

O barco de esporte e recreio naufragou a cerca de 5 quilômetros da área urbana de Corumbá, com a chuva e ventos de até 64 km/h na tarde de sexta-feira (15).

21 pessoas estavam no barco, quatorze foram resgatadas pouco depois do acidente. Em depoimento à Polícia Civil, um dos sobreviventes disse que o grupo voltava para Corumbá e fazia churrasco quando veio o temporal, surpreendendo todos. 

O barco naufragou, a 5 km do porto da cidade, ficando de ponta cabeça, onde a profundidade, devido à seca do rio, é de aproximadamente 4 metros. Os sobreviventes conseguiram flutuar e se abrigaram no casco da embarcação até o socorro chegar. Os corpos de sete pessoas, que ficaram presos no barco, foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e Marinha entre o dia do acidente até o começo da tarde de domingo (17)

O Carcará pertence a uma associação chamada "Amigos do Rio", boa parte deles, moradores da cidade de Rio Verde de Goiás.

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