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Dez dias após naufrágio, barco ainda não foi retirado do rio Paraguai

Leonardo Cabral em 25 de Outubro de 2021

Diário Corumbaense

Embarcação segue no rio e um dos proprietários disse que aguarda orçamento de rebocador para a retirada do barco

Dez dias após o naufrágio da embarcação de esporte recreio Carcará, que deixou sete pessoas mortas, o barco continua no rio Paraguai, em uma área distante 5 km de Corumbá. O acidente foi durante temporal do último dia 15.

Ao Diário Corumbaense, um dos proprietários da embarcação, Antônio Pimenta, disse que ainda aguarda o orçamento de um rebocador para esta semana, mencionando ainda que “como a Marinha sabe das dificuldades, estão monitorando o tempo todo a embarcação”.

Já o Comando do 6º Distrito Naval, informou à reportagem que “a retirada/reflutuação do casco seguirá o procedimento previsto em Norma da Autoridade Marítima, com a apresentação de um Plano de Reflutuação para análise e aprovação da Marinha". Também ressaltou que conforme nota emitida no dia 17 de outubro, "a Capitania Fluvial do Pantanal intimou o representante dos proprietários para a tomada de providências, ora em andamento, para que promova esta ação de forma imediata”.

A embarcação

O barco de esporte e recreio Carcará, que naufragou no rio Paraguai, pertence a uma associação chamada "Amigos do Rio". São cerca de 50 sócios, boa parte deles, moradores da cidade de Rio Verde de Goiás.

A embarcação tem cerca de 25 anos operando em Corumbá. “É uma embarcação para pesca e turismo ecológico dos sócios, nunca foi barco-hotel. É de uma associação de amigos, devidamente registrada na Prefeitura e Marinha, como barco de recreio e lazer”, reiterou Antônio Pimenta.

O acidente

O barco de esporte e recreio naufragou a cerca de 5 quilômetros da área urbana de Corumbá, com a chuva e ventos de até 64 km/h na sexta-feira, 15 de outubro.

21 pessoas estavam no barco, quatorze foram resgatadas pouco depois do acidente. Em depoimento à Polícia Civil, um dos sobreviventes disse que o grupo voltava para Corumbá e fazia churrasco quando veio o temporal, surpreendendo todos.

O barco ficou de ponta cabeça, onde a profundidade, devido à seca do rio, é de aproximadamente 4 metros. Os sobreviventes conseguiram flutuar e se abrigaram no casco da embarcação até o socorro chegar. Os corpos de sete pessoas, que ficaram presos no barco, foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e Marinha entre o dia do acidente até o começo da tarde de domingo (17).

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