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Três funcionários da Migração da Bolívia são presos por suposta ajuda na fuga de ex-ministros

Leonardo Cabral em 23 de Novembro de 2020

Reprodução/ El Deber

Os ex-ministros Arturo Murillo e Fernando López.

Três funcionários da Direção de Migração com cargos em Puerto Quijarro e Puerto Suárez, cidades que fazem fronteira com Corumbá, foram detidos por agentes da Força Especial de Combate ao Crime (Felcc) no sábado (21). Eles são acusados de facilitar a saída ilegal do país dos ex-ministros Arturo Murillo e Fernando Lopez, foragidos da Justiça.

O relatório foi oficializado pelas autoridades da Felcc de Santa Cruz, chefiadas pelo coronel Ángel Morales. Os detidos foram inicialmente transferidos para Roboré e depois para a cidade de Santa Cruz de La Sierra, para serem apresentados ao Ministério Público. Morales afirmou que os funcionários foram detidos em cumprimento às ordens do juiz anticorrupção de La Paz, que tem o controle jurisdicional do caso.

Os funcionários foram submetidos à investigação por supostos crimes de uso indevido de influência e descumprimento de deveres, depois que os ex-ministros Murillo e López deixaram o país no dia 05 de novembro pela fronteira de Puerto Quijarro para ingressar em Corumbá, no Brasil.

O promotor Moisés Alexis Vilela Dorado já encaminhou relatório a um juiz anticorrupção de La Paz sobre as investigações contra os funcionários, considerando a existência de indícios de participação na facilitação da saída dos ex-ministros.

Os parentes dos funcionários descreveram a detenção como um excesso e abuso de poder. Os familiares e a defesa asseguram que, como simples funcionários, não estavam de serviço quando as ex-autoridades deixaram o país e que são inocentes.

Foragidos

Corumbá, no Brasil, que faz fronteira com a Bolívia, pode ter sido rota de fuga de Arturo Murillo e Fernando López, que foram ministros de Governo e da Defesa, de Jeanine Áñez, que assumiu o comando do país durante a crise política de 2019.  A ordem de prisão foi emitida no dia 05 de novembro pelo Ministério Público.

Investigações indicam que as duas ex-autoridades saíram do território nacional por via terrestre desde a cidade de Puerto Suárez, passando por Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Um deles, Arturo Murillo, pode ter seguido viagem até o Panamá; já López, teria permanecido no Brasil.

Os mandados de prisão contra os ministros do governo interino estão relacionados a um suposto superfaturamento na compra de materiais de repressão "não letais" do Brasil.

Com informações do jornal El Deber. 

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