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Com primeiro caso confirmado, prefeito e secretário reforçam ações de prevenção e combate à covid-19

Leonardo Cabral em 07 de Abril de 2020

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Secretário de Saúde, Rogério Leite, e o prefeito Marcelo Iunes durante coletiva

A partir do primeiro caso positivo do novo coronavírus diagnosticado em um homem de 48 anos, em Corumbá, última das quatro macrorregiões de Mato Grosso do Sul a testar positivo para a doença, o prefeito Marcelo Iunes e o secretário de Saúde, Rogério Leite, voltaram a defender o isolamento social, como uma das principais “armas”, para que não aconteça a propagação do vírus no município, ressaltando as ações que já vêm sendo  realizadas pela Prefeitura.  

O secretario Rogério Leite disse que o paciente, ainda sem testar positivo, mas com sintomas da doença, iniciou o tratamento referenciado com a utilização do hidroxicloroquina, e atualmente o quadro clínico é estável. Ele está em isolamento, dentro de um quarto do CTI da Santa Casa. As pessoas que tiveram contato com ele  já foram mapeadas e são monitoradas pela equipe da Vigilância Sanitária.   

“São 19 pessoas que tiveram contato direto com o paciente desde quando ele começou a apresentar os sintomas. É possível adiantar que nenhuma dessas pessoas com contato direto apresentam sintomas, apenas os pais do paciente, que tiveram um quadro de resfriado, mas só isso. Todos estão em isolamento domiciliar e devem permanecer, assim, como o próprio paciente que está em isolamento hospitalar e apresenta um quadro estável, onde não precisou ser entubado. Ele está em ventilação ambiente, com uso de máscara, tendo todo auxílio de uma equipe médica que faz o acompanhamento. A partir do momento que ele tiver condições de ficar em isolamento domiciliar, receberá alta”, explicou o secretário informando ainda que paciente testado positivo é de disseminação comunitária, ou seja, quando não é identificada a origem da contaminação

“Farão os testes rápidos aquelas pessoas que tiveram contato com o paciente, logo quando ele começou a apresentar os sintomas e que provavelmente tenham surgido algumas manifestações nessas pessoas, como coriza, rouquidão. A coleta dos exames será feita e enviada para o Lacen (Laboratório Central), de Campo Grande. Nem todos do grupo dessas 19 pessoas irão fazer”, esclareceu o secretário de saúde salientando que o homem diagnosticado com a covid-19 procurou atendimento e foi internado quando apresentou o quadro de tosse seca, dor no corpo e o principal, falta de ar. 

O prefeito Marcelo Iunes, reforçou que os decretos municipais, com todas as ações  para o combate ao coronavírus, não sofrerão mudanças e que diante do cenário, todos devem ter a consciência sobre a gravidade da doença, chamando a atenção da população para o isolamento social e, principalmente, dos comerciantes e bancos, onde há registro de aglomeração de pessoas. 

Foto enviada ao Diário Corumbaense

Nos bancos, hoje houve longas filas

Quando decidimos prolongar o funcionamento do comércio era para poder dar às pessoas horas a mais para fazerem as compras ou outros afazeres, mas com restrições. Com o primeiro caso, a fiscalização vai atuar com maior rigor. Estamos conversando com o governador, para que nos dê apoio logístico com a Policia Militar e Civil. Comércio e bancos devem deixar na entrada álcool 70 ou álcool em gel, para os consumidores e até máscaras para os funcionários. Queremos que todos tenham acesso aos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), necessários para a segurança de todos”, pediu os chefe do Executivo Municipal. 

Nesta terça-feira (07), houve o registro de longas filas nas portas dos bancos, gerando grande aglomeração no centro da cidade. 

Estrutura de saúde

O pronto-atendimento da UPA será transferido para a UBS da Nova Corumbá, como já havia sido noticiado por este Diário. O prefeito explicou que essas mudanças serão executadas assim que houver a necessidade, transformando a UPA em um “Hospital de Campanha”, para atender casos referentes ao coronavírus ou que apresentem qualquer sintoma de síndrome gripal.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Prefeito disse que fiscalização vai atuar com maior rigor para evitar aglomerações

Adotando essa medida, serão mais 30 leitos disponíveis na Rede Municipal de Saúde somando com os leitos da Santa Casa, que foram preparados muito antes dos primeiros casos registrados em Mato Grosso do Sul.

“Estamos dando estrutura para o hospital, para a Secretaria de Saúde, através de emendas parlamentares, apoio do governador Reinaldo Azambuja e com recursos próprios. Isso ocorre para que não tenhamos problemas estruturais dentro do hospital, da UPA e do pronto-socorro”, disse Iunes lembrando sobre a chegada dos testes rápidos e a contratação de mais médicos por meio de processo seletivo.

O secretário de saúde Rogério Leite, mencionou que entre essas frentes de trabalho, estão 50 leitos de clínica médica como retaguarda para a covid-19.

“Para que possamos trabalhar uma síndrome gripal, quadro leve, aquela pessoa que não vai precisar de um tubo, ventilador mecânico, precisar de uma vaga no CTI, estamos formatando 50 leitos de clinica médica para só para, além dos já existentes no hospital, trabalhar como retaguarda para  a covid-19. Serão 30 leitos, 20 deles no SB-2, 30 a mais na UPA e mais 20 leitos de CTI’s com respiradores dentro do hospital”, afirmou o secretário.

Além de todas as explanações, o prefeito e o secretário de Saúde, destacaram o empenho dos profissionais de saúde no combate e a prevenção à doença.

Fake News

Sobre a divulgação de informações falsas, principalmente nas redes sociais, o procurador geral do Município, Alcindo Cardoso do Valle, lembrou que essa prática é crime e o autor pode responder a processo. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria Geral, pelo telefone 0800 647 2109.

Com relação ao Toque de Recolher, o procurador lembrou ainda que quem for flagrado infringindo o período de recolhimento, das 20 horas às 05 horas – salvo exceções estabelecidas em Decreto municipal – pode ser enquadrado no artigo 268 do Código Penal - infringir determinação do Poder Público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa pode acarretar detenção de um mês a um ano, além de multa.

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