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Equipe de robótica do Sesi de Corumbá participa de torneio em Brasília

Da Redação em 07 de Fevereiro de 2020

Divulgação

Equipe “Tupinambótica” começou a desenvolver o projeto “Adoblocks” em março do ano passado

Com um tijolo feito de materiais sustentáveis, a equipe de robótica da Escola do Sesi de Corumbá iniciou, nesta sexta-feira (07), em Brasília (DF), a participação na fase regional do Torneio de Robótica FIRST Lego League (FLL), que prossegue até este sábado (08). Neste ano, o tema é “City Shaper”, que dá aos estudantes o poder de ajudar a construir cidades cada vez melhores.

A equipe “Tupinambótica” começou a desenvolver o projeto “Adoblocks” em março do ano passado e a ideia é criar um tijolo feito de terra crua de cor clara, fibras naturais (palha), citronela, uma espécie de repelente natural que espanta insetos atraídos pela palha, além de água, cal e pó de pneu. Por ter menor custo, o tijolo feito de materiais sustentáveis poderá beneficiar a população de baixa renda.

 

A professora Ellen dos Santos, que é a técnica da equipe “Tupinambótica”, explica que os estudantes retiraram os pneus que são descartados de forma inadequada e executaram todo o processo de triturar e separar o pó para dar mais flexibilidade e isolamento acústico e térmico ao tijolo.

 

“Isso para colocar em todos esses materiais, misturar, moldar e secar naturalmente. Com essa técnica de não levar o tijolo ao forno, conhecida como adobe, os alunos também evitam a emissão de monóxido de carbono, substância tóxica que sai na fumaça no momento da queima e apontada pela OMS como causadora de problemas respiratórios, por exemplo”, disse Ellen dos Santos.

 

Segundo a professora, a ideia é tornar o tijolo mais acessível à população de baixa renda, pois, mil unidades de tijolos convencionais em Corumbá custam, em média, R$ 900,00 e a mesma quantidade do tijolo sustentável custaria metade desse valor.

 

O aluno Guilherme Beckman, 12 anos, contou que foi entre pesquisas e testes de resistência do protótipo que ele e os colegas Luiz Miguel Ferreira,13 anos, Mirella Pedrosa, 13 anos, Matheus da Silva, 13 anos e Maria Luiza Valente, 12 anos, descobriram as variáveis que provocam rachaduras na estrutura em prédios de Corumbá. “Esse problema ocorre pelas temperaturas elevadas, o solo raso em nossa região, a dificuldade de pessoas do campo e de baixa renda de adquirirem material de construção”, falou.

 

O torneio

 

O Torneio de Robótica First Lego League, que faz parte de um programa internacional de exploração científica que promove o ensino de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática no ambiente escolar por meio de atividades lúdicas, desafia estudantes a buscarem soluções para problemas do dia a dia da sociedade moderna.


Os temas são diferentes a cada temporada e, neste ano, os times terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios. Podem participar estudantes de 9 a 16 anos de idade, de escolas públicas e particulares. Cada equipe pode ter de 2 a 10 competidores, com dois treinadores adultos. Ao todo são 100 equipes competindo.


Os alunos precisam trabalhar em sintonia tendo como base valores como respeito, ganho mútuo e competição amigável. Seguindo regras feitas especificamente para cada temporada, eles constroem robôs baseados na tecnologia LEGO Mindstorm, que devem ser programados para cumprir uma série de missões. Com informações da assessoria de imprensa

Comentários:

Querubina maria de Santana Alves: Meus parabéns vocês são o futuro e esperança de dias melhores meus parabéns 👏👏👏💐

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