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Triplo homicídio: assassino confesso diz que matou porque foi “zombado”

Leonardo Cabral em 15 de Outubro de 2019

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Laudinir confessou ter matado os três homens na fazenda Coqueiro

Equipes da Força Tática da Polícia Militar, da Polícia Civil e da ALI (Agência Local de Inteligência), prenderam no final da manhã desta terça-feira, 15 de outubro, Laudinir da Silva Penaz, de 34 anos, o "Corumbá". Ele é acusado de ser o autor do triplo homicídio, ocorrido no último domingo (13) na fazenda Coqueiro, localizada na estrada que vai para Forte Coimbra, distante 60 km do centro corumbaense.

Laudinir foi preso na região do Jacadigo, numa área conhecida como Carmen de La Fronteira, na divisa com a Bolívia. Conforme o sargento da Polícia Militar, Wagner Souza Braga, as buscas tiveram início logo depois do crime e no momento da prisão, Laudinir confessou ter matado a tiros Pedro Carlos Aquino, 45 anos; Jocemar Gonçalves dos Santos, de 36 anos e João Estevão Cáceres, de 50 anos e ferido Vinícius Schumacher de Lima, de 27 anos, baleado na lateral esquerda da boca. As vítimas vieram de Guia Lopes da Laguna para fazer serviço de empreitada na propriedade rural. Dois dos homens mortos foram baleados na cabeça e o terceiro foi atingido por dois disparos no peito.

"Recebemos a informação de que ele poderia estar próximo da divisa com a Bolívia”, contou o sargento Braga. As equipes seguiram para a região do Jacadigo na noite de segunda em viaturas descaracterizadas e passaram a madrugada na área, solicitando, inclusive, apoio da Polícia Boliviana, já que a região fica na faixa de fronteira entre os dois países.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Sargento PM Braga, disse que no momento da prisão, autor tentou fugir, mas acabou se entregando

“Fechamos o cerco e no final da manhã desta terça-feira, chegamos no sítio em que estava escondido. Ao perceber a presença policial, ele tentou fugir para a Bolívia, mas como já havia equipe da polícia boliviana, retornou para o lado brasileiro. Foi quando sofreu uma queda e acabou se rendendo”, completou o sargento da PM, frisando ainda que a vítima que sobreviveu, Vinícius Schumacher de Lima, o reconheceu como autor dos crimes. 

Outro homem foi preso junto com Laudinir. Não há indícios da participação dele nos homicídios, mas na comercialização da arma utilizada por Laudinir. “Ele é apontado como responsável em ajudar a vender a arma, possivelmente achou um comprador para o revólver utilizado nos disparos contra as vítimas”, explicou o sargento Braga.

Ao Diário Corumbaense, o assassino confesso disse estar "arrependido" pelo o que fez e também negou ter roubado qualquer quantia em dinheiro, já que a principal linha de investigação apontava que o motivo do crime seria latrocínio (roubo seguido de morte), pois conforme as informações, as vítimas haviam recebido R$ 2 mil na última sexta-feira pelos serviços prestados na fazenda.

“Eu atirei neles porque disseram que eu não era homem e que corumbaense não tinha coragem de atirar. Foi aí que resolvi atirar neles. Depois disso, fugi com o carro e abandonei perto do lixão e fui para o local onde me prenderam, mas eu não queimei nenhum carro e nem roubei nenhum dinheiro”, afirmou Laudinir. Mas, as investigações apontam que ele incendiou o veículo e provavelmente pegou o dinheiro das vítimas.

O Fiat Strada/1999, placas AIO-2216, de Guia Lopes da Laguna, foi encontrado em chamas em uma mata, localizada na rua Ceará entre a Vinte e Um de Setembro (trecho anel viário) e Edu Rocha, parte alta da cidade, na noite de domingo.

Já em relação ao tiro disparado contra o único sobrevivente, Laudinir declarou: “atirei nele para não deixar vestígios. Ele estava no local e viu o que tinha acontecido”. Nenhuma arma foi encontrada durante a prisão do acusado. 

Laudinir está preso na 1ª Delegacia de Polícia Civil. 

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