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Corregedoria revoga afastamento de investigador preso junto com delegado

Leonardo Cabral em 27 de Maio de 2019

Após ter sido colocado em liberdade no dia 15 de maio, o investigador da Polícia Civil, Emmanuel Contis, foi reintegrado ao cargo após revogação de afastamento compulsório. Investigações da Corregedoria da PC, apontaram o envolvimento dele na morte do boliviano Alfredo Weber. A Portaria “P” CGPC/MS/ nº 11 de 17 de maio, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (27). A defesa dele, no entanto, alegou à Justiça que não havia indícios de participação do policial no crime.

Conforme a portaria fica estabelecido que o investigador volta a pertencer ao quadro efetivo da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, lotado em exercício na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.  

Contis teve a prisão preventiva decretada, por supostamente ter dado "cobertura" ao delegado Fernando Araújo Júnior, acusado de matar a tiros o boliviano Alfredo Rangel Weber, 48 anos, na noite do dia 23 de fevereiro deste ano, dentro de uma ambulância que vinha da Bolívia para Corumbá.

O investigador foi afastado de suas funções no dia 04 de abril, sendo revogada a decisão no último dia 17. Já o delegado Fernando permanece preso e afastado compulsoriamente do cargo.   

O crime

Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Investigador foi preso junto com delegado no dia 29 de março

Segundo as investigações, a desavença entre o delegado e Alfredo Weber começou durante as eleições para presidente da associação de agropecuaristas na Bolívia, onde o sogro de Fernando concorria ao cargo.

Houve uma discussão entre Alfredo e outros participantes do evento. O delegado é acusado de pegar uma faca e desferir golpes contra o boliviano, que foi socorrido para um hospital local, mas, devido à gravidade, acabou transferido para Corumbá.

Já em Mato Grosso do Sul, a ambulância foi fechada por uma caminhonete. O condutor, apontado como sendo o delegado, desceu e atirou no paciente. Três tiros atingiram a cabeça da vítima, um deles o tórax. O motorista voltou com o corpo para o país vizinho.

Detalhes como o veículo usado pelo pistoleiro, do mesmo modelo do carro de Fernando, e até a arma, foram ligando as investigações ao delegado, que permanece preso.

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