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Fogo na região do Jatobazinho já atingiu área de 10 mil hectares

Leonardo Cabral em 06 de Julho de 2020

Divulgação/3ºGBM

Foi feito um aceiro em torno de escola para evitar que chamas atinjam estrutura

Seguem nesta segunda-feira (06) os trabalhos de combate ao incêndio que ameaça atingir a sede da Escola Rural - atividade de ensino em regime de internato, da Ong Acaia Pantanal, que atua em parceria com a Prefeitura de Corumbá, localizada na região do Jatobazinho, próximo a Serra do Amolar. Foi feito um aceiro - abertura na vegetação que atua como barreira com queima controlada - para impedir a propagação das chamas em direção à escola.

O fogo começou na semana passada e até agora mais de 10 mil hectares já foram atingidos pelas chamas. "Somando esforços com os seis brigadistas, temos desde domingo, cinco militares do Corpo de Bombeiros de Corumbá atuando no combate ao incêndio. Além disso, temos dois tratores com grade, que foram emprestados de fazendas vizinhas, para dar apoio no combate ao fogo, que está ao redor da sede da escola”, explicou ao Diário Corumbaense, o coronel Ângelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro (IHP).

Ele ainda ressaltou que a expectativa é de que a chuva possa ajudar. “Temos previsão de chuva na região na quarta-feira (08), mas enquanto isso vamos seguindo com as ações de combate ao fogo, mas venta muito e, com isso, há a propagação do fogo”, completou informando que as aulas estão suspensas devido a pandemia de covid-19, mas há profissionais na escola, entre eles, professores.  

Divulgação/3ºGBM

Dois tratores, seis brigadistas e cinco bombeiros militares trabalham no combate ao fogo

O combate está sendo realizado em local de difícil acesso, por ser área de mata fechada, sendo necessário o uso de trator para cessar os focos. O vento é um grande fator que favorece a propagação das chamas. Os trabalhos de controle ao fogo entraram no sexto dia nesta segunda-feira.  

Queimadas

Corumbá segue na liderança do ranking entre os municípios com mais focos de queimadas no Brasil. São 1.877 focos nesses seis primeiros meses do ano. Nos seis dias de julho, a cidade registrou 104 focos, destes, 32 nas últimas 48h. Os dados são Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- INPE. 

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