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Bolívia apreende mais de 1 tonelada de droga que seria de traficante extraditado para o Brasil

Leonardo Cabral em 11 de Janeiro de 2020

Foto: APG

Toda a droga foi camuflada dentro de madeiras que seriam levadas para a Bélgica

Cinco pessoas foram presas na sexta-feira, 10 de janeiro - três mulheres e dois homens - após serem flagrados com mais de uma tonelada de cocaína, que seria enviada da Bolívia para a Bélgica. Autoridades bolivianas da Força Especial de Combate ao Tráfico de Drogas (Felcn) disseram que toda a droga pode pertencer ao narcotraficante boliviano Pedro Montenegro, que foi extraditado para o Brasil. Ele foi entregue para a Polícia Federal de Corumbá no final de novembro passado.

Em uma coletiva de imprensa, o ministro de Governo, Arturo Murillo, enfatizou que a empresa Exporting Daysol "Import-Export" era usada para esconder entorpecente em mercadorias, que saíam por terra até a cidade de Arica e depois eram carregadas em contêineres para, por rota marítima, chegasse à Europa.

A droga foi "camuflada" em horcones fabricados em Santa Cruz, habilmente preparados para o carregamento da cocaína. 

Cabildo Abierto

Autoridades dizem que droga pode ser do narcotraficante Pedro Montenegro

"Os horcones estavam sendo exportados como se fossem madeira preciosa, desta vez mais preciosa do que nunca, porque colocaram uma tonelada e meia de drogas no meio", falou o ministro.

A operação também teve a participação da Aduana Nacional e foi realizada no setor de Senkata, na cidade de El Alto.

Ligação com Montenegro

Arturo Murillo disse que os presos teriam ligação direta com Pedro Montenegro, extraditado para o Brasil pelo crime de tráfico de drogas. "(Montenegro) tem que contar quem eram seus parceiros na Bolívia", afirmou o ministro se referindo a possível ligação de autoridades daquele País, flagradas em fotos com Montenegro.

Para o ministro, a droga apreendida é "quase histórica", porque significam 4 milhões e 600 mil dólares do tráfico de drogas na Bolívia. Na Bélgica, poderia render 64,5 milhões de dólares aos traficantes.

Com informações do jornal El Deber.

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