MS tem 5ª menor taxa de analfabetismo do país, mas são 104 mil sem saber ler

Campo Grande News em 18 de Maio de 2018

Mato Grosso do Sul tem 104 mil pessoas que não sabem ler e escrever – 5% da população com 15 anos ou mais. A quantidade de analfabetos no Estado representa quase 1% dos 11,5 milhões de brasileiros que sequer foram alfabetizadas. Mato Grosso do Sul, juntamente com Amapá, tem a 5ª menor taxa de analfabetismo do país em 2017, ficando atrás do Distrito Federal, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

Luciano Justiniano/Divulgação

O toque no papel e o manuseio do lápis, um direito de todos e um sonho de muitos

Os dados estão na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua: Educação, divulgada nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Negros

A taxa de analfabetismos é maior entre os pardos e negros. Consta na pesquisa, que em 2017, 3,8% dos brancos com 15 anos ou mais eram analfabetos, enquanto para as pessoas de cor preta ou parda este número era de 6,1%. Em 2016, as taxas eram, respectivamente, de 4,6% e 7,6%.

A Pnad Contínua divulgada em dezembro de 2017, mostrava que do total de analfabetos no Estado, 65% era negros no ano retrasado.

O recorte do estudo divulgado no fim do ano passado era maior. Conforme a pesquisa, havia em 2016, 2,072 milhões de sul-mato-grossenses com 14 anos ou mais e desta parcela populacional, 168.601 (ou 8,13%) não tinham nenhuma instrução.

Do total de analfabetos em Mato Grosso do Sul, 109.586 (65%) eram pretos ou pardos (nos termos do IBGE) e 57.323 (34%), brancos. Com essa diferença, a quantidade de negros analfabetos era, no Estado, 91% superior a de brancos em igual situação.

Meta

O Estado, assim como todas as outras unidades da federação, tem seis anos – até 2024 – para acabar com a taxa de analfabetismo. Embora tenha sofrido queda de 1,3% de 2016 para 2017, segundo a analista do IBGE e responsável pela pesquisa, Marina Aguas, para atingir a meta estabelecida no PNE (Plano Nacional de Educação), os Estados precisam acelerar as políticas pública específicas, por exemplo, para alfabetizar pessoas com mais de 60 anos.

Também seguindo a tendência nacional, em Mato Grosso do Sul, mesmo em queda, a taxa de analfabetismo persiste mais alta para idades mais avançadas: em 2017, entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade, a taxa foi de 16,4%, 3,5 pontos percentuais a menos do que em 2016 (19,9%).

“Há uma questão muito demográfica no analfabetismo, que é maior nas pessoas mais velhas”, concluiu Marina em entrevista ao Estadão.

Para a Agência Brasil, a coordenadora da pesquisa explicou que para “atingir as metas do PNE vai depender muito das medidas e políticas a serem adotadas”.

País

No Brasil, em 2017, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7,0% (11,5 milhões de analfabetos). Se comparada a taxa de 2016 (7,2%), o número apresentou redução de aproximadamente 300 mil pessoas.

PUBLICIDADE