PUBLICIDADE

O aniversário é da cidade, mas quem ganha o presente é a gente

Caline Galvão em 21 de Setembro de 2016

Cheguei à conclusão de que é mais fácil quem vem de fora enxergar a riqueza de Corumbá do que os corumbaenses darem o devido valor. Costumo pensar que sou privilegiada por ter nascido e morado no litoral nordestino e agora poder viver no Pantanal. São duas regiões e culturas completamente diferentes e extremamente lindas. Quando souberam que me mudaria para cá, todos da minha família, incluindo meus tios e avós, ficaram admirados com a ideia. “Lá é tão lindo! Passa sempre no Globo Repórter”, comentavam.

Quando vim pela primeira vez, aconteceu algo que nunca tinha me ocorrido antes. Subi no mirante do Cristo Rei do Pantanal e meus olhos se encheram de lágrimas. “Não acredito no que estou vendo! É tão lindo!”, exclamei a mesma frase diversas vezes. Quando vi o Pantanal pela primeira vez na vida, lá do Porto Geral, fiquei impressionada. O pôr do sol, o rio, a vegetação, tudo tão perfeito que não me veio nenhuma reclamação quanto ao calorzão de Corumbá. Era a “cidade do Globo Repórter”, que por vários anos eu quis muito conhecer.

Eu já tinha visto araras, sendo que presas em um zoológico da minha cidade, mas quando vi aquelas duas barriguinhas vermelhas sobrevoando sobre a casa, lindas e totalmente livres, foi algo que muito me impressionou. E os tucanos? Nunca tinha visto nem soltos, nem presos. Moro no Brasil e nunca tinha visto tuiuiú! E onças que “passeiam” em hotéis? Cara, isso é fantástico! Pode até ser perigoso, mas, quem se importa? Revoada de papagaios, eu achava que aquilo não existia.

Sendo que, aos poucos, fui descobrindo que Corumbá não é só Pantanal. Achei interessante uma vez que entrevistei alguém da biblioteca que ficava no ILA. A pessoa me contou que vêm estudantes de doutorado de outras partes do Brasil atrás dos arquivos daquela biblioteca. Pensei: “Que tamanho de riqueza tem aqui?”. Quando já estava morando na cidade é que descobri o significado da Praça da República para o Brasil. Fiquei chocada. “Foi aqui???”, falei com admiração para a bibliotecária. “Nesse lugar dá um filme”, pensei.

Quando recentemente conheci Forte Coimbra, percebi que há muito que se conhecer a respeito de Corumbá. São tantas informações, tantas histórias e tanta beleza que não cabe tudo em um artigo de jornal. Mas é lindo! A visão é perfeita, não existe nada igual em lugar nenhum, nem mesmo com relação à história daquele local, digo com toda segurança, aquilo lá é único.

O corumbaense deveria ter mais orgulho de Corumbá. Sim, temos nossos problemas típicos de fronteira, mas nada que diminua o brilho da cidade e a beleza do lugar. São milhares de turistas que pagam “uma nota” para conhecer essa região todos os anos. Tive até alguns atritos com moradores de outra cidade que nitidamente sentem uma “dor de cotovelo” porque todos querem conhecer Corumbá, e não a cidade deles... Falam mal, xingam e, logo quando cheguei ao Mato Grosso do Sul, não entendia o porquê da rivalidade. Com o passar do tempo, compreendi perfeitamente o significado daquilo, tudo não passava de pura inveja.

O povo dessa cidade precisa conhecer melhor Corumbá e compreender o porquê de ser um lugar tão especial e cobiçado pelo turismo nacional e estrangeiro. Não só pelo turismo, mas tem muita gente de olho em nossa fauna e flora. É uma cidade que tem muito ainda para se desenvolver, mas também há muito mais para se contar e viver em Corumbá. Fica a deixa para quem quiser complementar minhas impressões e divulgar essa bela cidade por aí. Feliz aniversário, Corumbá! Que meus olhos nunca se acostumem com sua beleza e sempre te admirem. Tudo de bom para você e seus moradores.

(*) Caline Galvão é jornalista e atua neste Diário.

 

Comentários:

LUIZ DA CONCEIÇAO: bom dia parabens minha querida cidade corumba,abraços a todos os corumbaense, moro aqui em cuiaba fui criado ai bairro da cervejaria meu e luiz mais conhecido como careca muito obrigado!

PUBLICIDADE