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Cruzamento no Centro de Corumbá é palco para músico chileno que “explora” o Brasil com violino

Leonardo Cabral em 10 de Maio de 2022

Anderson Gallo/ Diário Corumbaense

Ricardo desembarcou em Corumbá nesta terça-feira (10) e quer ficar uma semana mostrando o trabalho

O cruzamento das ruas Delamare e Quinze de Novembro, na área central de Corumbá, virou palco para o músico chileno, Ricardo Barria, de 32 anos. No Brasil há três anos, ele está de passagem pela cidade - pretende ficar uma semana, e, logo depois, quer voltar ao Chile com a "bagagem recheada" de aprendizado.

Em meio ao barulho de carros e motos, que passam pelo cruzamento, Ricardo, com sua calmaria, tenta levar o seu talento para as pessoas que por ali transitam. Uma caixa de som e um violino, são a companhia do artista que se intitula “itinerante”.

“Sou itinerante porque levo o meu som, a minha música, para todo lugar. Já rodei alguns países, como Peru, Equador, Colômbia, Venezuela até chegar no Brasil, onde passei por tantas cidades diferentes. Comecei a tocar o violino no Chile, fiz dois anos de aula e depois passei a treinar sozinho, lendo as partituras. Isso que tenho hoje é a minha vida, minha companhia, meu desafogo”, disse Ricardo que fala um pouco de português.

Há 10 anos fora de casa, Ricardo diz que vem procurando o seu espaço, mas ressalta que locais, palcos diferentes, ajudam ainda mais a enriquecer o conhecimento.  

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Ricardo tem 32 anos e já passou por alguns estados brasileiros

“A vida de artista tem que mudar sempre. Tem que mudar os públicos constantemente, por isso me ‘joguei’ nessa aventura e estou há dez anos conhecendo novos públicos. Só no Brasil, nesses três anos, conheci o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Mato Grosso e agora Mato Grosso do Sul, desembarcando em Corumbá. Devo tudo o que sei e aprendi até hoje, seja cultural e profissionalmente, à musica, minha paixão”, declarou ao Diário Corumbaense.

Nesse tempo no Brasil, Ricardo mostrou que aprendeu a tocar músicas de artistas renomados, entre elas, uma de suas preferidas, “Brasileirinho”, do violonista e cavaquinista Waldir Azevedo; “O Xote das Meninas” (Ela Só Quer Só Pensa em Namorar), de Luiz Gonzaga, entre outras canções. Além disso, no seu repertório, músicas internacionais, temas de filmes, e claro, músicas folclóricas da América do Sul.   

“Em cada lugar que passo aprendo algo. Aqui no Brasil, aprendi a tocar essas músicas e também a falar um pouco de português. Cada dia é um ensinamento e comigo levo tudo isso”, diz Ricardo que ao retornar para o Chile quer cumprir uma meta: “Quero integrar a Orquestra de Santiago. Já consegui contatos e pretendo fazer parte”.

“A música pra mim é tudo, venho aprendendo, me realizando. Também é meu ganha pão, meu sustento. Amo estar aqui com o violino nas mãos, tocando músicas e encantando as pessoas. O som do violino encanta e satisfaz”, completou o estrangeiro que também sabe tocar teclado e violão.

De volta para conhecer a própria casa

Ricardo que sair do Brasil pela Bolívia. Ele disse que foram três anos maravilhosos anos em território verde e amarelo, mencionando que o país é um dos melhores para se viver, porém, quer chegar em “casa”, no Chile, se reencontrar e, então iniciar uma nova aventura.

“Quero chegar no Chile, fazer parte da Orquestra e depois pretendo conhecer o meu país. Conheço muito pouco. Quero levar o que aprendi para que os chilenos possam conhecer. Mas antes, passo por Santa Cruz de La Sierra, La Paz, até chegar ao Chile. Mas quero retornar ao Brasil, para ir em Búzios”, concluiu. 

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