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Na despedida, amigos e familiares definem Lamartine Costa como pacificador, educado e íntegro

Leonardo Cabral em 09 de Maio de 2022

Anderson Gallo/ Diário Corumbaense

Familiares e amigos na missa de corpo presente no Sindicato Rural de Corumbá, onde acontece o velório até 15h

Um homem pacificador, educado e íntegro. Assim que amigos e familiares definiram Lamartine Figueiredo Costa, de 74 anos, que faleceu neste domingo (08), em São Paulo, vítima de leucemia. Com longa trajetória na política de Corumbá, bem como na área da saúde, onde atuava como cirurgião-dentista, o corpo é velado no Sindicato Rural de Corumbá, na Avenida General Rondon.

O filho, Leonardo Assad Costa, que estava bastante emocionado, disse que pai foi um exemplo e ressaltou os últimos dias de luta de Lamartine, desde a descoberta da doença até a sua rápida partida.

“Meu pai foi uma pessoa que sempre olhou para o próximo. Cuidou das pessoas mais humildes. Esse sempre foi o projeto de vida dele. Seja na política, fora da política, independente do cargo, de qualquer coisa, ele sempre tinha o costume de olhar para o próximo. Descobrimos a doença na semana passada, foram cinco dias, lutou, mas a doença o levou. Antes da descoberta da leucemia, não apresentava nenhum sintoma, foi tudo muito rápido”, disse Leonardo ao Diário Corumbaense.

Amiga próxima desde a juventude, Elizabeth Assad Fontenelle, destacou o lado humano de Lamartine. "Uma pessoa boníssima, coração aberto, pai para todo mundo. Não sabia dizer ‘não’ para ninguém. Com certeza, ele está no braço de Deus. Era frequentador da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios e era devoto de Carlo Acutis, que morreu aos 15 anos também de leucemia. Um cristão que realmente amava o próximo, homem justo, correto. Quem conheceu Lamartine vai sentir muito essa partida”, falou Elizabeth.

Lamartine também foi vereador na época da criação da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Câmara no período de 1989 a 1992; vice-prefeito de 2001 a 2004; secretário de Assistência Social; presidiu a Junta Interventora da Santa Casa, em 2010; foi presidente de honra do PDT, partido que comandou por duas vezes; integrou a Soamar (Sociedade Amigos da Marinha), além de outras instituições sociais. Participou das gestões dos ex-prefeitos Eder Brambilla (de quem foi vice); Ruiter Cunha (falecido em 2017) e Paulo Duarte. 

Reprodução/Facebook

Lamartine, a esposa Carmen e os quatro filhos

Desse lado político, Márcio Cavasana, que é assessor Executivo de Relações Institucionais da Prefeitura de Corumbá, mencionou que Lamartine deixou aprendizados importantes como homem pacificador que sempre foi. “Foi um homem público que carregava um valor que não tem como medirmos, além de um pai exemplar, um ser humano muito religioso. Está deixando muitos aprendizados. É um momento de multa dor e sentimento de vazio. Mas ele deixa bons frutos para seguirmos aqui”, relatou.

“Homem pacificador, pessoa mais educada e gentil que conheci na vida. A perda é mais difícil quando ela é inesperada. Estive com ele outro dia, sentiu mal num domingo e morreu uma semana depois. Uma coisa difícil, pois sabemos que a morte é certeza, mas quando ela vem repentinamente, é mais dolorosa”, falou o deputado estadual, Paulo Duarte, amigo de longa data de Lamartine.

Uma missa de corpo presente foi presidida, pelo padre Fábio Vieira, no início do velório. Lamartine deixa a esposa Carmen Saad Costa e os filhos Lamartine Júnior, Leonardo, Pedro Paulo e Maria Cláudia. O sepultamento acontece às 15h, no cemitério Santa Cruz.

O prefeito Marcelo Iunes decretou luto oficial de três dias.

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