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Variante Delta está em MS desde julho: três pacientes de Campo Grande e Ladário

Rosana Nunes em 06 de Setembro de 2021

Shutterstock/Divulgação

Delta já estava desde julho em Mato Grosso do Sul, afirmou hoje secretário

A Secretaria de Estado de Saúde recebeu nesta segunda-feira (06) a confirmação de três amostras sequenciadas com a variante Delta do Coronavírus em Mato Grosso do Sul. Das amostras confirmadas, dois são moradores de Campo Grande, um homem de 22 anos e uma mulher de 51 anos, e uma mulher de 52 anos, moradora de Ladário.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, destacou que Mato Grosso do Sul irá redobrar as ações sanitárias que já estão sendo realizadas com a cooperação dos prefeitos e secretários municipais de Saúde dos 79 municípios do Estado. “Como a confirmação veio de amostras coletadas no mês de julho, mostra que a variante já está circulando em Mato Grosso do Sul e graças às ações sanitárias vigentes no Estado não teve impacto profundo no número de casos novos do Estado”, disse.

Nesta quarta-feira, Resende irá se reunir com os prefeitos e secretários municipais de Saúde, juntamente com Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), para tratar das estratégias a serem tomadas. “Vamos solicitar aos municípios um empenho para que seja aplicada pelo menos a primeira dose em quem ainda não tomou e aplicar a segunda dose naqueles que precisam completar o esquema vacinal. Para tal, vamos encurtar o prazo para aplicação da D2 da Pfizer para 21 dias”, disse.

As amostras são do monitoramento de rotina feito pelo Central de Saúde Pública (Lacen/MS)  como parte das ações de vigilância genômica. As amostras foram coletadas em 23 e 27 de julho deste ano e encaminhadas ao laboratório da  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas.

A Secretaria de Estado de Saúde, através do Laboratório Central de Saúde Pública  mantém programa de vigilância genômica enviando amostras para monitoramento de novas cepas, controle de qualidade e investigar possíveis casos de reinfecção sinalizadas pela Vigilância Epidemiológica.

O que se sabe

Em mais de 90 países houve aumento de casos desse tipo, como a Índia, Estados Unidos, China, além de outros países da Ásia e África, por conta desta cepa.

Por ora, as evidências iniciais sugerem que a variante faz com que infectados tenham sintomas mais semelhantes ao de resfriados comuns, não envolvendo tosse ou perda de paladar e olfato, podendo mascarar o quadro clínico real do paciente, além de serem muito mais infecciosas - ou seja, atingem mais pessoas com facilidade.

Portanto, sobretudo na aparição de quaisquer sintomas, é necessário que a população tome cuidados preventivos contra a doença, tais como uso de máscaras adequadas, distanciamento social e higiene das mãos, além de buscar a vacinação contra a doença par reduzir danos.

Até então, o governo estadual via com bons olhos a imunização por meio das vacinas para evitar prejuízos da chegada dessa variante, descartando outras medidas restritivas. 

As informações são do Portal do Governo de MS e do Campo Grande News.

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