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Pesquisa mostra que Corumbá e Coxim têm gás de cozinha mais caro do MS

Leonardo Cabral em 06 de Agosto de 2019

Divulgação

Em Corumbá, preços variam entre R$ 90 e R$ 95,00

Corumbá seguido de Coxim são os municípios de Mato Grosso do Sul que apresentam os preços mais caros do gás de cozinha de 13 quilos. É o que revela pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizada em estabelecimentos comerciais do Estado e publicada na segunda-feira (05).

O preço pago pelo consumidor em Corumbá varia entre R$ 90,00 e R$ 95,00, sendo que o preço médio é de R$ 94,00. Já na cidade de Coxim, o preço médio encontrado pelo consumidor é de R$ 84,00. O mínimo chega a R$ 75,00 e o máximo é R$ 95,00.   

Ao todo, em Corumbá, conforme aponta a pesquisa, cinco locais foram pesquisados em diferentes bairros da cidade: Popular Nova; Nossa Senhora de Fátima; Aeroporto; Maria Leite e Cristo Redentor. Apenas no estabelecimento do Popular Nova, o preço foi encontrado no valor de R$ 90,00. Nos outros locais, o valor cobrado é de R$ 95,00.

A pesquisa da ANP foi feita entre os dias 28 de julho e 03 de agosto e apontou também que o gás de cozinha apresentou variação de até 63,79% em 115 estabelecimentos de Mato Grosso do Sul. O preço mais barato do botijão de 13 kg foi registrado em Campo Grande, a R$ 58,00, quase a metade do valor pago em Corumbá.

De olho na fronteira

Com os preços nas “nuvens”, consumidores buscam alternativas. Uns optam em cozinhar no tradicional fogão a lenha para economizar, outros preferem arriscar e atravessar a fronteira entre Corumbá e as cidades de Puerto Quijarro e Puerto Suárez, na Bolívia, para comprar o gás de cozinha. 

No país vizinho, em média, o gás chega custar 22,50 pesos bolivianos, moeda local. Em real, o valor varia entre R$ 13,00 e R$ 15,00, dependendo da cotação do dólar. A diferença é absurda nos preços entre os dois países, o que de fato atrai parte dos corumbaenses.

Reprodução Bombeiros

É proibido o transporte de gás de cozinha entre os dois países, alerta Receita Federal

Porém, é proibida a travessia de botijões de gás de cozinha na fronteira. Em entrevista ao Diário Corumbaense, o auditor fiscal da Receita Federal em Corumbá, Hermano Toscano, explicou: “É proibido transportar botijões de gás em veículos particulares. Apenas empresas cadastradas pela ANP podem fazer esse tipo de trabalho”, disse.

Ele ainda ressaltou que mesmo que uma empresa credenciada faça o serviço de transporte, é preciso anuência da ANP para a importação do gás e estaria dentro do conceito de finalidade comercial, uma importação comum.

“Se o viajante for flagrado pela fiscalização da Receita Federal, no posto Esdras, com gás de cozinha em seu veículo, ele será retido e aplicado o perdimento da mercadoria. Dependendo da quantidade da mercadoria retida, o veículo pode ser apreendido também”, alertou Hermano Toscano.

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