Internet, o maior martírio dos corumbaenses nos dias de hoje

Da Redação em 21 de Maio de 2018

Apesar das cobranças insistentes, das reuniões após reuniões e até mesmo das notificações, as empresas de telefonia que provém internet não cumprem o que prometem e deixam os corumbaenses arrancando os cabelos por não conseguir acesso ao serviço, ou por conseguir apenas uns míseros bytes para se conectar.

Se é falta de competência ou de estrutura não se sabe, mas o que se tem certeza é de que nunca entregam o que prometem e causam problemas sérios para quem precisa do serviço das mais variadas formas, seja para estudar, trabalhar, ou para o simples entretenimento. E nessa seara, os fins não se justificam, mas os meios, já que existem contratos, e cobranças pela prestação de serviço que não é feita.

A péssima qualidade do serviço já preocupou o Procon e até o Executivo Municipal que reuniu as principais empresas que atuam em Corumbá. O município precisa da internet no seu dia a dia, mas além disso, é turístico e, um dos requisitos procurados por aqueles que viajam é acesso à internet, para poder se comunicar com o mundo.

Antigamente os provedores de internet cobravam pelos acessos e mandavam uma conta detalhada no fim do mês com os endereços de todos os sites acessados, colocavam até muita gente em saias justas, ou calças curtas, mas era assim que era feito. Hoje em dia a cobrança é feita por pacotes que oferecem mundos e fundos, mas que nem os fundos entregam direito.

Já se constatou oficialmente no Brasil que as empresas não entregam a quantidade de bytes oferecidos em velocidade, mas mesmo assim elas vendem o absurdo para o cliente, dizendo sempre ser a preço de banana, mas na hora da utilização, o serviço acaba sendo de bananinha para um preço de ouro.

Internet deveria ser como outras contas de fornecimento, paga o que se consome, como acontece com a água ou com a energia elétrica. Se tivesse um medidor na entrada de cada residência, com certeza o consumidor estaria pagando muito menos e usando muito mais. Da forma que está, fica ao bel prazer das empresas, elas fazem o que querem, quando querem e não são penalizadas nunca por não cumprir com suas obrigações contratuais.

É bom que se deixe claro que esse tipo de serviço tem regulação nacional, ou seja, existe uma agência da União que é a responsável pela fiscalização. Mas, cadê essa tal agência, onde é que ela funciona e, como ela atua? Por aqui, o que se vê, é a Prefeitura tentando, em vezes através do Procon e, em outras, através do próprio prefeito, mas com poucas chances de conseguir consertar o que um país inteiro não consegue dar jeito.