Redes sociais viram tribuna de desrespeito

Da Redação em 04 de Maio de 2018

Já não é de hoje que a preocupação com as redes sociais vem sendo debatida, inclusive em âmbito judicial. Com uma força descomunal, de superar inclusive veículos de imprensa, em especial o Facebook tem apresentado situações que descambam da simples postagem de opinião para agressões, brigas, discussões, gerando desrespeito não só individuais, mas coletivos, infringindo assim todos os conceitos da moral e da ética. 

Ética, para quem não sabe, grosseiramente falando, são normas de grupo, ou seja, é preciso saber viver em sociedade, se comportar como membro de um agrupamento de pessoas onde deve existir, no mínimo, a razão e o bom senso, gerando respeito. E isso deve acontecer também nas redes sociais onde as pessoas ultimamente vêm travando batalhas infindáveis de acusações, muitas infundadas, ou sem provas, que ferem não só aquele que foi atacado, mas a todos os que acabam tendo acesso à informação.

A Justiça tem uma grande preocupação com o uso das redes na campanha eleitoral e já prometeu punir com rigor àqueles que transgredirem as normas. Ocupar-se da vida alheia para dar notícias falsas poderá até levar internautas para a mesa do juiz e acarretar sentença. Da mesma forma, notícias verdadeiras, sem provas ou dadas de forma irregular, acarretarão até mesmo em prisão. 

Atos e ações desse tipo parecem vir de pessoas ignorantes, que não sabem ou não entendem as regras do comportamento humano. Mas, infelizmente não vêm e, pior, gente que é tida como gente do bem, que já ocupou cargo de destaque, que tem estudo e é tida como motivo de admiração, entra nesse tipo de jogo, e pior, financia pessoas para usarem as redes sociais com ataques e falácias que ferem a moral dos corumbaenses. 

É bom que o eleitor preste bem atenção em tudo o que vem acontecendo. Essas pessoas estarão nos palanques a partir de agosto, concorrendo a cargos públicos, ou estarão aqueles que as financiam. São essas pessoas que querem representar o cidadão na Assembleia do Estado ou no Congresso Nacional.

Por muito tempo era legado aos jornalistas escrever e divulgar notícias. Isso era feito de forma profissional, com apuração dos fatos através de fontes seguras e confirmação das verdades. Alguns, é claro, se valiam do poder de um canal de comunicação, seja ele qual fosse, para tirar vantagens indevidas, mas a maioria sempre trabalhou sério. 

Com o advindo da internet e do face, todo mundo se transformou em "noticiarista". A qualquer hora, a qualquer momento estão dando notícias no face. Ninguém se preocupa se vai atingir a terceiros, se vai acabar com a vida da pessoa, com o tamanho da repercussão da tal informação. Querem dar primeiro, sem nem saber direito o que aconteceu. 
É bom lembrar que quem escreve é responsável pelo que escreveu. Há acertos de contas para fazer, seja com a justiça, seja com o eleitor. E mesmo os chamados fake news, internautas que se escondem por trás de uma falsa identidade, poderão ser descobertos pelo sistema de inteligência das polícias e responder por seus atos. E ao que parece, esse setor deve ser muito movimentado nesta campanha eleitoral.