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Após ameaças, comércio fecha durante velório de líder de facção morto em MS

Fonte: Campo Grande News em 08 de Dezembro de 2019

Reprodução

Zé de Lessa era conhecido como "Veinho"

Depois que criminosos ameaçaram reagir a qualquer sinal de “desrespeito” à memória do “Veinho”, como era conhecido Zé de Lessa, o comércio da cidade de Mulungu do Morro, na Bahia, permaneceu fechado neste sábado (07), durante o velório do traficante, morto na última quarta-feira (04) em chácara entre as cidades de Aral Moreira e Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul. 

José Francisco Lumes, o Zé de Lessa foi um dos cinco assaltantes mortos pela polícia após tentarem roubar um carro-forte da empresa Brink’s, na fronteira com o Paraguai, na última segunda-feira (02). Zé da Lessa era um dos criminosos mais procurados do nordeste, apontado como líder da facção Bonde do Maluco. Desde a chegada do corpo na casa da mãe, que ainda mora no município, os comerciantes e feirantes deixaram de abrir seus comércios.

Muitos moradores também preferiram ficar em casa para evitar qualquer reação violenta de integrantes do bando. Em áudios transmitidos por mensagens, criminosos ameaçaram reagir a qualquer sinal de “desrespeito” à memória do chefe do grupo. 

Um dos eventos cancelados foi a “Festa das Patroas”, marcada para a cidade de Itaquara, a 326 km de Salvador. O organizador do show, Alessandro Alves Teixeira, confirmou à reportagem do jornal Aratu On que sofreu ameaças durante a madrugada. “Eles [bandidos] estavam na porta da minha casa ameaçando a mim e a minha família. Foi uma noite de terror”, contou. 

Desde a morte do criminoso, pelo menos oito festas foram canceladas, depois que áudios supostamente gravados por comparsas foram transmitidos. O corpo de Zé da Lessa foi levado de avião até Salvador, segundo o coordenador regional de Polícia Civil de Seabra, Marcus Araújo, e depois seguiu, por estrada, até Mulungu.

Zé de Lessa nasceu num povoado conhecido como Recife, em Carfanaum, também na região da Chapada. 

Assalto em MS

O carro forte seguia pelo trecho entre Caarapó e Amambai, quando foi surpreendido pelos assaltantes que estavam em um Jeep Renegade. Eles emparelharam com o blindado e começaram a disparar tiros de fuzis calibres 5.56 e 7.62. Os assaltantes ultrapassaram o carro-forte, fecharam o blindado e começaram a atirar nos pneus. Para desviar, o motorista saiu da pista e parou o carro-forte perto de uma lavoura de soja.

Em seguida, os funcionários da empresa trancaram o veículo com dinheiro e correram para a lavoura. Nenhum deles foi ferido. Os bandidos tentaram abrir o blindado com explosivos, mas a porta resistiu e eles fugiram. Uma força tarefa entre forças estaduais e federais foi montado para as buscas até que nesta quarta-feira (04), quatro assaltantes morreram e um foi preso durante troca de tiros com a polícia em chácara localizada entre as cidades de Aral Moreira e Coronel Sapucaia. Um quinto integrante fugiu, mas também morreu logo em seguida.

Na chácara foram apreendidos fuzis e a metralhadora .50, com alto poder de fogo além de duas escopetas, uma pistola e várias munições, que estavam junto com coletes à prova de balas usados pelos bandidos no assalto ao carro-forte.

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