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Justiça nega prisão preventiva, mas proíbe que mulher se aproxime de mãe agredida

Rosana Nunes em 10 de Maio de 2022

Reprodução

Imagem do flagrante de agressão da filha contra idosa

A Justiça de Corumbá negou pedido de prisão preventiva por maus-tratos, feito pela Polícia Civil, contra mulher, de 57 anos, flagrada agredindo a própria mãe, de 89 anos, com tapas na cabeça. O vídeo, gravado pelo irmão da acusada, causou indignação nos grupos de WhatsApp e redes sociais no dia 1º de maio, um domingo. 

A mulher foi levada para a Delegacia de Polícia e liberada horas depois. Ela alegou que cuidava da mãe havia cinco anos e estava "exausta". Ao ver as imagens da agressão, disse que pode ter se "excedido", pois "não dormia há muitas noites". 

Mas, na última semana, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva dela à Justiça. O juiz Idail De Toni Filho, da 1ª Vara Criminal, em sua decisão, disse que "mesmo tratando-se de crime grave, por si só, não é fundamento idôneo para a decretação de prisão preventiva, ainda mais quando a investigada já compareceu na Delegacia para colaborar com a investigação". 

No entanto, o juiz concedeu medida cautelar que proíbe que a mulher se aproxime da mãe e do irmão dela, que fez o flagrante da agressão. O juiz determinou que ela mantenha distância mínima de 100 metros, sob pena de decretação da prisão preventiva. A decisão saiu na segunda-feira, 09 de maio. 

A idosa está agora na casa do filho, sob cuidados de familiares. Segundo ele (que mesmo conhecido na cidade, pediu para não ter o nome divulgado), há algum tempo, a acusada não deixava os irmãos terem contato com a mãe. "Mas nós já tínhamos recebido informações de maus-tratos, consegui confirmar o fato e resgatar a nossa mãe", disse ao Diário Corumbaense

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