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Instituto amplia monitoramento em área onde onças-pintadas foram vistas

Da Redação com assessoria de imprensa do IHP em 24 de Outubro de 2021

Divulgação/IHP

Onças estão em área de mata ciliar que não foi afetada pelos incêndios florestais, diz médico-veterinário

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP), por meio do Programa Felinos Pantaneiros, ampliou o monitoramento da área onde foram avistadas onças-pintadas em frente aos municípios de Corumbá e Ladário. Os avistamentos ocorreram no outro lado do rio Paraguai. Com a intensificação do monitoramento, a intenção é garantir a segurança dos animais e também da população. 

Na região, foram instalados repelentes luminosos, câmeras trap e sensores de movimento. Com isso, será possível levantar informações sobre a rotina dos felinos e, também, evitar que as pessoas frequentem o local. O IHP recebeu denúncias anônimas de uma possível ação de caçadores na região. O fato já foi comunicado às autoridades competentes, que também se comprometeram a reforçar o monitoramento da região.

 

De acordo com o médico-veterinário do IHP, Diego Viana, as onças-pintadas têm ocupado a região próxima ao perímetro urbano por conta dos incêndios florestais que atingiram o Pantanal e, também, da seca. “Esta é uma área de mata ciliar que não foi atingida pelo fogo, está preservada e reúne animais como capivaras, ariranhas e jacarés, que são presas das onças. Além disso, com a seca, a disponibilidade de água e alimento em outras regiões foi afetada, o que também atrai estes animais”, explica.

 

Divulgação/IHP

Uma das câmeras instaladas para o monitoramento

Viana reforça, ainda, que, apesar do avistamento das onças-pintadas ter ocorrido na região próxima a Corumbá e Ladário, não significa que os animais fiquem só ali. “Um animal macho pode circular por uma área que chega a 120 km², enquanto a fêmea chega a ocupar um espaço de 80 km². Então, é, em alguns momentos, do dia ou da semana, que ocupam esta área”, afirma. 

O alerta é para quem avistar os animais mantenha a distância de, pelo menos, 10 metros. Além disso, o médico-veterinário explica que as pessoas não devem ir até o local alimentar os animais. A prática é considerada criminosa. “Com o monitoramento, vamos gerar informações para segurança dos animais e também dos moradores da região. Dá para coexistirmos com a vida silvestre e, especialmente, as onças-pintadas. Com isso, todos ganham: a cidade, o Pantanal e as onças-pintadas”, pontua o médico-veterinário.


O IHP está a disposição da população para tirar dúvidas sobre as onças e os avistamentos recentes. Ao avistar uma onça, além de manter distância, comunique o instituto, por meio dos telefones (67) 99934-9787 e (67) 99987-0467.


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