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Polícia descarta que quase R$ 12 milhões apreendidos em SP tenham relação com operação "Dark Money"

Campo Grande News em 04 de Outubro de 2021

PMR/SP

Quase R$ 12 milhões foram apreendidos em cabine com placas de MS

A Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção) descartou a possibilidade de os quase R$ 12 milhões apreendidos em São Paulo em carreta com placas de MS, terem ligação com a operação "Dark Money", que investiga um esquema de corrupção na Prefeitura de Maracaju, a 160 km de Campo Grande.

"Fizemos contato com a Polícia Militar de São Paulo, a princípio, foi só uma coincidência e não tem relação com a operação. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal, que vai investigar de onde saiu todo esse dinheiro", explico o delegado Thiago de Lucena, responsável pela Deccor, que faz parte da estrutura do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), responsável pela operação "Dark Money".

Além do alto valor apreendido, o que chamou atenção da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul foi a carreta onde todo o dinheiro estava escondido, em fundo falso na cabine. O veículo tem placas de Maracaju e era conduzido por um homem que mora na cidade do interior de MS. A suspeita é que os R$ 11.551.636,40 pudessem ser de algum investigado, que conseguiu esconder o dinheiro antes da operação ser deflagrada. 

"Dark Money"

A Operação Dark Money apreendeu R$ 252 mil em dinheiro e cheques, eletrônicos, smartphones, computadores, muitos documentos, 10 veículos e até barco com carretinha.

Também foram apreendidos armas de fogo e munições de vários calibres, joias e discos rígidos, além de diversas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas terem sido bloqueadas.

Dos sete mandados de prisão temporária expedidos pelo juiz Marco Antonio Montagnana Morais, seis foram cumpridos contra os ex-secretário de Finanças Lenilso Carvalho Antunes e Daiana Cristina Kuhn, Iasmin Cristaldo Cardoso, Pedro Everson Amaral Pinto, Fernando Martinelli Sartori e Moisés Freitas Victor.

O ex-prefeito Maurílio Ferreira Azambuja (MDB) se apresentou e foi posto em liberdade, sob condição de prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Fernando e Moisés também conseguiram liberdade provisória, sob as mesmas condições.

Lenilso Carvalho Antunes, que foi candidato a prefeito em 2020, foi preso em hotel de Umuarama e trazido para Mato Grosso do Sul, direto para a Capital. Ele continua preso.

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