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Chefe da facção "Comboio do Cão" é transferido de avião para Brasília

Leonardo Cabral em 31 de Maio de 2021

Reprodução/Vídeo enviado ao Diário Corumbaense

Leandro (de camiseta azul escuro) foi transferido para Brasília em uma aeronave da Polícia Civil daquele Estado

Foi transferido no final da manhã desta segunda-feira, 31 de maio, Leandro Matos Ferreira, de 33 anos, apontado como chefe da facção criminosa "Comboio do Cão", que atua no Distrito Federal, para onde foi levado.

Leandro foi expulso da Bolívia, no domingo (30), após ter sido preso em uma casa na cidade de Puerto Quijarro e entregue pelas autoridades bolivianas à policiais civis de Corumbá e Brasília. Um forte esquema de segurança foi montado na linha internacional que divide os dois países para a entrega do brasileiro.

"Baianinho" como é conhecido passou a noite na Delegacia de Polícia Civil, em Corumbá e hoje pela manhã, embarcou no Aeroporto Internacional em uma aeronave da Polícia Civil de Brasília, com destino a Capital Federal.

Ao Diário Corumbaense, o delegado regional da Polícia Civil de Corumbá, Alex Sandro Antônio Peixoto,  disse que Camilo de Jesus Moura, de 22, o “Carneiro”, morto após troca de tiros com a  Polícia Militar, no dia 24 de maio, na parte alta da cidade, fazia parte da mesma facção criminosa comandada por Leandro, a "Comboio do Cão", que atua no Distrito Federal. “Carneiro veio primeiro e Leandro depois para a região de fronteira com a Bolívia”, afirmou.

Leandro na fronteira

Conforme a Polícia da Bolívia, o criminoso estava há uma semana na cidade fronteiriça de Puerto Quijarro, quando foi capturado e expulso, sendo entregue às autoridades brasileiras no domingo (30). A Polícia Boliviana, responsável pela prisão de Leandro, que também é conhecido pelos apelidos de “Baianinho” e “Cicatriz”, revelou que ele estava na região de fronteira com identidade falsa. Morava em uma casa com outros três homens, de nacionalidade brasileira, porém, não se sabe qual o envolvimento dos indivíduos.

No momento da prisão, Leandro portava duas armas de fogo e munições, que foram apreendidas pela polícia boliviana.

Segundo a Justiça do Brasil, Leandro responde por crimes como furto, tráfico de drogas, roubo e receptação. De acordo com o jornal Correio Braziliense, ele admitiu ter assumido o comando do grupo criminoso após Wilian Peres Rodrigues, conhecido como Wilinha, ser preso no começo do mês passado também em Mato Grosso do Sul, mas na fronteira com o Paraguai, na cidade de Paranhos.

Wilian atuava como uma espécie de atacadista do crime, fornecendo mercadorias ilícitas para criminosos no Distrito Federal, traçando também a logística para que os produtos fossem entregues. Ele estava foragido desde 2017.

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