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Sanesul começa a executar plano estratégico para evitar desabastecimento em Corumbá

Rosana Nunes e Leonardo Cabral em 26 de Setembro de 2020

Divulgação

Neste sábado, Sanesul iniciou a execução do plano estratégico

Plano estratégico está sendo colocado em prática para que não haja desabastecimento de água em Corumbá e Ladário por causa do baixo nível do rio Paraguai. Responsável pela distribuição de água e pela rede de esgoto, a Sanesul, está instalando um flutuante, com bombas de captação, que só entrarão em atividade, caso haja uma baixa ainda maior do rio. O flutuante será colocado na ponte de captação. 

“Temos um limite, a captação está num lugar onde o leito do rio é mais fundo. Então, a ideia é colocar o flutuante com a bomba que vai bombear água para o poço e o poço bombeia para a estação de tratamento”, explicou ao Diário Corumbaense o gerente regional da concessionária, Edécio Burguês de Andrade Júnior.

 

Mas ele salienta que, “isso ocorrerá se houver uma baixa muito grande no nível do rio. Nós temos ainda bastante margem, por isso, a população não precisa entrar em pânico”.  O flutuante com a bomba que está sendo preparada neste primeiro momento tem capacidade de produção de 500 mil metros cúbicos de água. “Está chegando outra na semana que vem, que é uma bomba submersível que vai fazer junto com essa outra, a captação de mais água do fundo, se necessário", revelou o gerente regional.  

 

“Caso o rio baixe um metro mais, existe a possibilidade de um estado de alerta, e aí as bombas flutuantes poderão entrar em funcionamento”, reforçou ao lembrar que ainda não há racionamento de água. A Sanesul produz por mês 1 milhão e 200 mil metros cúbicos de água para abastecer Corumbá.

 

O plano estratégico envolve o Governo do Estado, por meio da Semagro (Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

 

Sala de crise

 

O rio Paraguai vem registrando a maior seca em 47 anos. Na régua de Ladário, o nível está abaixo de 10 centímetros. Em anos normais, nessa mesma época do ano, o rio passa dos três metros.

 

Os impactos da seca na Região Hidrográfica do Paraguai são monitorados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).  Para acompanhar de perto o problema dos impactos da seca, foi instalada, no início da semana, a Sala de Crise do Pantanal. A primeira reunião avaliou as informações sobre a seca na região e o prognóstico de chuva para as próximas semanas. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) é a responsável pela sala.    


Desde 2010, a região tem registrado chuvas abaixo da média. Especialmente no ciclo hidrológico de 2019-2020, o período de chuvas foi mais desfavorável e chegou a aproximadamente 70% da média esperada entre outubro de 2019 e o momento atual.  

A projeção apresentada é de que as condições de seca permaneçam pelas próximas três semanas.


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