Após fuga de presos em Pedro Juan, patrulhamento na fronteira é reforçado em Corumbá

Leonardo Cabral em 20 de Janeiro de 2020

Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Polícia Militar reforçou patrulhamento no Posto Esdras, fronteira com a Bolívia

A fuga dos mais de 70 presos do PCC (Primeiro Comando da Capital), A maioria de nacionalidade brasileira, do Presídio de Pedro Juan Caballero, colocou em alerta as Polícias de todo o Estado de Mato Grosso do Sul. Em Corumbá, o Comando da Polícia Militar, por meio do 6° Batalhão, disse que o patrulhamento está sendo reforçado.

A medida é adotada porque Corumbá faz  fronteira com a Bolívia, podendo ser uma possível rota de fuga para os fugitivos. Em entrevista ao Diário Corumbaense, o tenente-coronel Massilon de Oliveira Silva Neto, comandante do 6° Batalhão da Polícia Militar, disse que logo que a fuga foi confirmada, as medidas começaram a ser tomadas.

“Já estamos reforçando a vigilância na fronteira, aumentando o patrulhamento na área do Posto Esdras, na abordagem de suspeitos. Nossa equipe da Inteligência trabalha também para levantar qualquer movimentação suspeita em nossa região, que é uma área de fronteira seca”, afirmou Silva Neto.

Ele ainda reforçou que todas as informações foram repassadas para a Polícia Boliviana, já que há possibilidade desses fugitivos estarem vindo para essa região e tentar entrar no país andino.

“O nosso bom relacionamento com as autoridades policiais da Bolívia permite que haja esse trabalho integrado contra a criminalidade. Repassamos as informações necessárias sobre os foragidos. Além disso, outros órgãos de segurança, como a Polícia Rodoviária Federal e a Inteligência das Forças Armadas já trabalham nesse monitoramento”, frisou o comandante do 6° BPM frisando também uma atenção redobrada nas estradas vicinais, conhecidas como "cabriteiras".

Do lado boliviano

A Diretoria Geral de Migração da Bolívia ativou alertas migratórios nas fronteiras do país devido à fuga dos presos da prisão regional da cidade Pedro Juan Caballero, Paraguai. O alerta da Interpol foi enviado além da Bolívia, para o Brasil, Argentina e Uruguai.

A fuga e dois capturados

Na madrugada de domingo, 19 de janeiro, mais de 70 presos, a maioria deles ligada à organização Primeiro Comando da Capital, fugiram da penitenciária paraguaia. Eles cavaram túnel de 25 metros de extensão, mas autoridades do Paraguai já disseram que a maior parte saiu pela porta da frente e que o túnel escavado foi utilizado apenas para “legitimar a liberação” dos presos. A ministra da Justiça paraguaia, Cecilia Pérez, acredita que os criminosos corromperam os agentes penitenciários do Paraguai. 

O primeiro preso foi recapturado, nesta segunda-feira (20), no Assentamento Itamarati, distante a 49 quilômetros de Ponta Porã, pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira). O foragido, de 30 anos, é de Imperatriz, no Maranhão, e cumpria pena por tráfico de drogas na penitenciária de Pedro Juan Caballero há quatro anos. O homem foi abordado no assentamento, demonstrou nervosismo e acabou confessando que era um dos fugitivos da penitenciária.

No início desta tarde os agentes de Investigação de Delitos da polícia do departamento de Amambay localizaram e prenderam Sabio Dario González Figueredo. Segundo informação preliminares, ele foi encontrado em Pedro Juan Caballero, em um bairro próximo ao presídio. Para a imprensa local, o paraguaio afirmou que todos os internos saíram pelo portão e não pelo túnel cavado em uma das celas. (matéria editada para atualização de informação)

Com informações do jornal El Deber e site Campo Grande News. 

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