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Condenados por homicídio e tráfico de drogas, paraguaio e brasileiro fogem do presídio de Corumbá

Leonardo Cabral em 31 de Agosto de 2019

Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Escadas usadas pelos presos na hora da fuga foram encontradas dentro e fora do presídio

Os detentos, Milcíades Ramon Merlo Trinidad, de 26 anos, de nacionalidade paraguaia e o brasileiro, Anilson Ricardo Nerys, de 37 anos, natural de Goiás, estão sendo procurados pela Polícia, após fuga do Estabelecimento Penal de Corumbá, por volta das 06h15 de sexta-feira, 30 de agosto.

Milcíades cumpria pena de 20 anos de prisão por homicídio. Já o brasileiro Anilson, foi condenado pela Justiça a uma pena de 30 anos por tráfico de drogas e também homicídio. Conforme apurado pelo Diário Corumbaense, a fuga dos detentos, considerada ousada e bem planejada, teve ajuda de terceiros, já que duas escadas foram encontradas no estabelecimento.

Para fugir, os detentos, que estavam em uma cela nos fundos do presídio com 10 presos, arrebentaram o cadeado da cela, saíram em direção a escada que já estava posicionada e fugiram após escalarem o muro. Do lado de fora, outra escada foi deixada, para que a dupla pudesse fugir.

A fuga só foi descoberta quando um agente penitenciário percebeu a movimentação na cela e ao verificar encontrou o cadeado arrombado. 

O muro do Estabelecimento Penal de Corumbá tem aproximadamente cinco metros de altura. As Polícias foram acionadas e fazem buscas para capturar os dois presos. 

Extraditado 

O brasileiro Anilson Ricardo Nerys foi extraditado da Bolívia e entregue à Polícia Federal do Brasil no dia 28 de junho deste ano, na ponte que limita a fronteira entre Corumbá e o país andino. Anilson foi preso na cidade de Santa Cruz de la Sierra.

Arquivo/Divulgação

Brasileiro Anilson Ricardo Nerys quando foi extraditado da Bolívia e entregue à Polícia Federal do Brasil

Conhecido como “Rei”, foi preso pela FELCN (Força Especial de Luta contra o Narcotráfico) após colaboração e troca de informações entre as duas instituições policiais.

Condenado por diversos crimes, como homicídio e tráfico de drogas, Anilson se escondia na Bolívia com documentos falsos. Ao ser entregue para as autoridades brasileiras, ele foi encaminhado para o sistema penitenciário, onde cumpria a pena.

A reportagem tentou falar com a assessoria de comunicação da Agepen (Agência do Sistema Penitenciário), mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria. 

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