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Pintor acusado de matar diarista já foi preso por estupro e homicídio

Campo Grande News em 12 de Junho de 2019

Reprodução/Facebook

Fábio Amaral está sendo procurado pela polícia desde ontem

O pintor Fábio Braga do Amaral, 39 anos, acusado de matar asfixiada a namorada, Érica Aguilar Pereira, 38 anos, e tentar estrangular a filha dela de 15 anos, na madrugada de ontem (11), em Campo Grande, tem várias passagens pela polícia. Segundo dados do Tribunal de Justiça, o acusado responde a sete processos por homicídio qualificado, estupro, furto, desacato e porte de armas. O pintor está foragido e a Polícia Civil já pediu a prisão preventiva dele.

Em março de 2008, por volta da meia-noite, no bairro Guanandi, Fábio estuprou a esposa que na época tinha 31 anos. Armado com uma faca, o acusado disse à vítima. “Eu vou fazer com você tudo o que eu quiser, você não reaja, não grite, não abra a boca, senão enfio essa faca no teu pescoço”.

Ele a ameaçava dizendo que estava drogado, muito louco e com raiva da companheira. A vítima foi amarrada pelos pulsos na cama. A violência durou a noite toda. Por volta das 07h do outro dia, Fábio desamarrou a vítima e foi dormir. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar. À polícia, a mulher relatou que não era primeira vez que havia sofrido violência por parte do marido. 

No dia 07 de abril de 2004, Fábio, armado com um revólver disparou contra Paulo César Ferreira de Souza e Sullivan Martins de Barros. Paulo César, que não tinha nada a ver com a situação e estava sentado no quintal de casa, morreu. Sullivan foi baleado, mas conseguiu escapar com vida.

Feminicídio

Reprodução/Facebook

Érica foi morta asfixiada na casa onde vivia com os filhos

Érica foi encontrada morta na cama, com os braços amarrados para trás e com parte da roupa abaixada. Após asfixiar Érica, o suspeito ainda tentou esganar a adolescente que dormia em outro quarto com o irmão. 

Exame pericial preliminar descartou que Érica foi estuprada e apontou que a diarista foi morta por esganadura, ou seja, que o assassino usou as mãos para matá-la. O laudo necroscópico ainda não ficou pronto, mas os dados foram adiantados pela perícia, segundo a delegada Jennifer Estevam de Araujo, que também investiga o caso pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

A diarista pode ter sido assassinada por questionar se o namorado havia abusado da filha dela. A adolescente, a principal testemunha do fato, foi ouvida ontem. “Uma das hipóteses para o crime é que a vítima teria questionado o namorado sobre um suposto abuso sexual contra a sua filha”, disse a delegada Sueli Araújo de Lima. Situação que teria desencadeado a briga entre o casal. A adolescente afirmou que deixou a mãe com o namorado e foi dormir. Até então estava tudo bem. Em razão da agressão sofrida, a garota ficou com marcas roxas no pescoço e passou por exame no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

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