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Corumbá, MS
23 de Outubro de 2017
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Ação Povo das Águas contou com voluntários e destacou campanha “Agosto Lilás”

Fonte: Assessoria de Comunicação da PMC em 12 de Agosto de 2017

Clóvis Neto/PMC

Serviços no baixo pantanal foram prestados nos portos Formigueiro, da Manga, Esperança, Coimbra e Morrinho

A terceira edição do Povo das Águas realizada neste ano percorreu a região ribeirinha mais movimentada do pantanal corumbaense. Área frequentada por turistas, com diversos hotéis, casas noturnas e com muitos moradores vivendo da pesca, a região recebeu palestras da campanha “Agosto Lilás” e contou com apoio do Ministério Público no último dia, em Porto Morrinho. Atendidas aproximadamente 209 famílias, sendo 05 em Porto Formigueiro, 56 no Porto da Manga, 55 em Porto Esperança, 32 em Forte Coimbra e 55 em Porto Morrinho, além de 06 famílias entre Morrinho e Albuquerque.

“Estamos muito satisfeitos com essa terceira edição do programa porque conseguimos atender a todos os ribeirinhos que estão cadastrados, inclusive até alguns que não estão cadastrados no programa e que vieram se consultar com médico e dentistas. Tivemos a honra de recebermos aqui no Porto Morrinho o pessoal do Ministério Público oferecendo atendimento gratuito, somando ao programa. Estamos felizes com nossos voluntários e pessoas que vieram para somar. Tivemos uma equipe boa, coesa, um ajudando o outro”, afirmou Elisama Caballero, coordenadora do Povo das Águas.

A ação, que começou na segunda-feira, 07 de agosto, contou com participação de 23 pessoas, sendo 20 servidores da Prefeitura de Corumbá e três voluntários, incluindo a jornalista Daniela Ramos, do site jornalístico Corumbá Agora, e a cabelereira Maria Zulmi Ribeiro. “Eu sempre gostei de fazer ações sociais e na cidade eu já fazia, mas sempre tive vontade de fazer isso com o Povo das Águas. Eu acho muito importante nos doarmos um pouco para as pessoas que necessitam dessas ações”, afirmou Maria Zulmi. “É um revigoramento da alma porque aqui você está se doando e eles nos doam também, o prazer é imenso em estar servindo as pessoas. Eu acho que nasci para isso, eu me sinto muito honrada de ter contribuído um pouco. Se me chamarem, estarei disposta a participar novamente”, frisou a cabeleireira que há 33 anos trabalha na profissão em Corumbá.

Para a jornalista Daniela Ramos, a experiência a fez enxergar a vida diferente. “Foi uma experiência maravilhosa, ver que as pessoas que realmente precisam dessa ajuda a recebem. Muitos vêm de longe para onde o programa está sendo realizado para receberem consultas médicas e odontológicas. Notei que cada comunidade em que passamos é diferente uma da outra, porém, todos nos receberam com muito carinho. Só tenho a agradecer essa oportunidade que me fez ver a vida com outros olhos”, disse a jornalista.

Os moradores de Porto Morrinho contaram com a disposição de uma psicóloga e de uma assistente social do Ministério Público Estadual. “Viemos em parceria com o Povo das Águas para prestar atendimento à comunidade no sentido de seus anseios, carências e necessidades. É um apoio que viemos trazer. Não tivemos condições de ir no barco com a equipe devido aos nossos afazeres, então, aproveitamos para vir aqui, é a primeira vez que participamos e talvez iremos programar para acompanhar outras expedições que tiverem”, afirmou Suzete dos Santos, psicóloga do MPE-MS.

Moradores de todos os portos receberam informações sobre Lei Maria da Penha

Em plena campanha do “Agosto Lilás”, de orientação e difusão da Lei Maria da Penha, o Município levou informações sobre o assunto através da assistente social do CRAM. “Independente da região, nosso trabalho hoje é focado na prevenção porque é muito triste estarmos há praticamente uma semana navegando e, em Corumbá, em plena campanha do Agosto Lilás, tivemos nas últimas 48 horas três casos de violência doméstica com agressões extremamente fortes. O intuito do nosso trabalho é a prevenção”, afirmou Elisandra Marques Pereira, assistente social do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM).

“Talvez, a mulher já conhecendo a Lei Maria da Penha, procure a nossa ajuda antes que as agressões fiquem piores. Elas geralmente começam com agressões psicológicas e terminam com as físicas. Esperamos que essa população tenha consciência”, completou Elisandra. A palestra aconteceu em todos os portos. A mulher que for agredida, mesmo morando em regiões ribeirinhas, pode buscar socorro pelo Disque 180.

Clóvis Neto/PMC

Diversos serviços de saúde foram oferecidos durante a ação

Desde 2010, o dentista Domingos Cesar Nunes Rodrigues participa das ações do Programa Social Povo das Águas. Ele afirmou que no decorrer do tempo, com os atendimentos sendo realizados sistematicamente, a saúde bucal dos ribeirinhos está melhorando. “Eu me sinto realizado porque é um atendimento gratificante”, disse o profissional. “No início, eram muitos dentes cariados, agora isso já está sendo equilibrado. Havia muitos dentes para extrair, agora já diminuiu e estamos encaminhando alguns pacientes para fazer próteses. As pessoas não estão com muitas cáries. É importante ter uma saúde bucal boa porque se o alimento chega bem triturado no estômago, você vai evitar várias doenças para o seu organismo”, disse o dentista.

A médica-veterinária Walkíria Arruda, chefe do Centro de Controle de Zoonoses de Corumbá, esteve na ação com o objetivo de ampliar a importância de se conhecer as zoonoses e para realizar fichamento zoossanitário. “Cada região que a gente vai é uma realidade. Queremos fazer algo direcionado, destacando os pontos vulneráveis para trazer as soluções. Eu não pensei que fosse dar tantas diferenças de realidades de uma região para outra”, contou a veterinária.

Ela realizou palestra sobre raiva direcionada não apenas sobre animais domésticos, mas também a respeito dos animais de grande porte e silvestres. “A gente percebeu desconhecimento dos moradores até na forma de lidar com a doença. Além da raiva, falamos sobre o manejo inadequado de fezes na casa, o perigo de se pegar doenças respiratórias através disso. Identificamos muito problema de diarreia, teve regiões que identifiquei muitos animais peçonhentos. São informações pontuais e achei ótimo o trabalho. Vamos tentar trazer solução para amenizar os problemas deles”, afirmou Walkíria.

Vacinação antirrábica foi aplicada em cães e gatos e, em parceria, o CCZ conseguiu doses contra viroses para imunizar esses animais. “O trabalho do veterinário é muito amplo, vai desde um problema de pele a uma diarreia, tudo isso tem a ver com a parte de vigilância e a gente, enquanto CCZ, é da parte de vigilância em saúde e precisamos fazer uma boa vigilância para diminuir o trabalho dos médicos. Temos que identificar problemas para tentar solucioná-los e, assim, prevenir doenças”, disse a veterinária.

Além desses profissionais, agentes de endemias, vacinadores, médico, psicólogas, dentistas, profissionais da Educação e assistentes sociais participaram da ação.

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