Pesquisadores da língua Guató têm computadores furtados e pedem ajuda para recuperar dados

Lívia Gaertner em 25 de Janeiro de 2018

Registros inéditos dos últimos falantes da língua Guató, realizados pelos pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foram furtados na tarde desta quarta, 24 de janeiro. O material, que inclui gravações em vídeo, áudio e uma infinidade de textos sobre a pesquisa que se arrasta desde 2016 com os Guatós, estava armazenada em dois computadores portáteis (notebooks) pertencentes aos pesquisadores Gustavo de Godoy Silva e Kristina Balykova que estão hospedados em uma casa no bairro Universitário, de onde os equipamentos foram furtados.

"A nossa maior preocupação é com esses registros inéditos. Conseguimos identificar na cidade a senhora Eufrásia, que morou na Ilha Ínsua, mas há décadas não retornava ao local. Conseguimos lavá-la até lá, agora em janeiro, e a colocamos em contato com outro falante, algo muito importante porque conseguimos registrar a conversa entre eles, capturar o que resta dessa língua", disse o pesquisador Gustavo Godoy que atesta as pesquisas em registros anteriores que podem ser visualizados na página http://nupeli-gela.weebly.com/guatoacute.html.

O furto foi registrado na Delegacia de Polícia Civil no boletim de ocorrência nº551/2018 para investigação policial, porém quem tiver informações sobre o paradeiro dos computadores que armaneza dados importantes da pesquisa, pode entrar em contato com o telefone (67) 9-9240-3938.

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