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Apontado como “maior ladrão de motos de MT”, brasileiro é achado morto na Bolívia

Leonardo Cabral em 23 de Outubro de 2021

Reprodução/ Folha MAX

Jhonatan era de Várzea Grande e o corpo foi encontrado na quinta-feira, na Bolívia

Com mais de 400 roubos/furtos de motocicletas no Estado de Mato Grosso, o brasileiro Jhonatan Marques de Lima, foi encontrado morto nesta semana, na cidade de San Matias, na Bolívia. 

A troca de informações entre a Polícia Boliviana e a Polícia Federal permitiu à Força Especial de Combate ao Crime (Felcc) apurar que Jhonatan Márquez, foi morto em San Matías e que ele era integrante do Comando Vermelho, uma das facções criminosas mais perigosas do Brasil.

Além disso, o brasileiro era procurado pela Justiça brasileira, pois tinha mandado de prisão contra ele, expedido pela 3ª Vara de Instrução Criminal de Cuiabá, conforme informou na sexta-feira (22), Edson Claure, diretor departamental da Felcc de Santa Cruz.

O corpo de Jhonatan foi exumado na quinta-feira (21), após a escavação de uma sepultura de um metro e meio de profundidade, que ficava na entrada da fazenda Charly, em Santa Clara, a sete quilômetros do município de San Matías.

Reprodução/El Deber

Corpo do brasileiro foi achado em uma vala, em uma fazenda em San Matías

Os familiares de Jhonatan haviam relatado seu desaparecimento há dois meses e nada se sabia sobre seu paradeiro, até que poucos dias atrás, o local onde o corpo estava enterrado foi revelado à Polícia Federal, por um cúmplice de Jhonatan, o também brasileiro, Martins da Silva, que foi detido nos últimos dias no Brasil.

Segundo informações da Polícia Brasileira, Jhonatan e Martins pertencem ao Comando Vermelho e se refugiaram em uma fazenda San Matías, onde traficavam substâncias controladas e armas de fogo devido à permeabilidade da vasta fronteira boliviana. Martins  não deu detalhes sobre a morte.

Os familiares de Jonathan se opuseram a uma autópsia para apurar as causas da morte e conseguiram trazê-lo ao Brasil na sexta-feira, cruzando a fronteira por Puerto Quijarro, após realizar os trâmites judiciais.

Jhonatan tinha um histórico de roubos agravados, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

Com informações do jornal El Deber.

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