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Corumbá tem acumulado de chuva de 456,6 milímetros em janeiro

Leonardo Cabral em 21 de Janeiro de 2021

Leonardo Cabral/ Diário Corumbaense

Volume de chuva nos primeiros 20 dias de janeiro foi três vezes maior que o esperado

Só nesses primeiros 20 dias de janeiro, o acumulado de chuva em Corumbá foi de 456,6 milímetros. Esse volume de água está sendo suficiente para provocar danos em pontos da cidade, já que praticamente todos os dias, há registro de chuva, deixando moradores de áreas consideradas de risco e autoridades, em alerta.

O esperado para o mês de janeiro era de 145,4 milímetros, mas até agora, a cidade pantaneira já registrou mais que o triplo da previsão, segundo dados informados pelo meteorologista da Uniderp, Natálio Abraão. Ainda segundo ele, mesmo fraca, a chuva da tarde de quarta-feira (20) até a madrugada desta quinta-feira (21), foi de 41,8 milímetros.

Alguns moradores ainda sentem reflexos da enxurrada ocorrida no dia 13 e madrugada do dia 14 de janeiro. Muitas famílias tiveram as casas inundadas e pertences perdidos, boa parte deles, móveis, roupas e até mesmo documentos pessoais foram destruídos pela água da chuva.

Uma dessas pessoas é Rosileny Antonio de Oliveira, moradora do bairro Cravo Vermelho III. Ela afirma ao Diário Corumbaense que ainda não  retornou para casa.

Divulgação/Bombeiros

Enxurrada do dia 13 de janeiro ainda deixa reflexos para moradores

“Apenas meu marido e um dos meus filhos vão lá tentar limpar os destroços que a chuva deixou. Porém, como está chovendo quase todos os dias, a casa ainda enche de água e o seguimos na tentativa de retornar. É vida que segue”, disse a moradora que continua em um imóvel cedido por um sobrinho junto com os filhos e marido.

Só entre os dias 13 e 14, foram registrados mais de 187 milímetros de chuva, o suficiente para que o Município decretasse situação de emergência, vigorando por 90 dias a contar de sua publicação, podendo ser prorrogado pelo mesmo prazo.  

A Prefeitura já atendeu mais de 350 famílias nos últimos dias com colchões, roupas, mantimentos e itens de higiene. Boa parte foi doada pela população. O atendimento às famílias afetadas pelas chuvas continua nos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Servidores também visitam cada uma das casas afetadas para fazer atendimento individual e levantar a necessidade de cada família.

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