PUBLICIDADE

Depois de uma década, ex-presidente cívico acusado de terrorismo, volta à Bolívia

Leonardo Cabral em 14 de Janeiro de 2020

Foto cedida ao Diário Corumbaense pelo jornalista Pikinho Mejia

Próximo a ponte de amizade, que separa Corumbá da Bolívia, Branko (à direita) foi recepcionado por Luis Fernando Camacho

Por algumas horas, a manhã desta terça-feira, 14 de janeiro, a ponte da amizade, na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, ficou intransitável. O motivo: após 10 anos, o ex-presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Branko Marinkovic, atravessou para o lado boliviano, depois de permanecer exilado no Brasil, acusado de suposto terrorismo.

Com cartazes, bandeira da Bolívia e banda, simpatizantes recepcionaram Branko Marinkovic. Autoridades políticas da região fronteiriça e o presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, principal líder das manifestações ocorridas na Bolívia contra o ex-presidente Evo Morales, também participaram do ato.

Marinkovic teve que passar primeiro pelo setor de Imigração da Polícia Federal, do lado brasileiro, em Corumbá. Depois de atravessar a ponte da amizade, foi para a sede de Migração, na Bolívia. Com todos os trâmites realizados, todos o acompanharam em uma caravana até o aeroporto de Puerto Suárez, onde embarcou em um avião que o levou de volta a Santa Cruz de La Sierra.

Em Puerto Suárez, em um breve contato com a imprensa local, Branko disse que planeja conversar com alguns políticos e depois tomar decisões. "Bons tempos estão chegando para a Bolívia, temos que redirecionar a economia do país, vamos promover melhores oportunidades para os bolivianos", disse.

Exílio

Marinkovic deixou o país em 2009, denunciando uma perseguição política no chamado Caso de Terrorismo. A ex-autoridade cívica não escondeu sua emoção de retornar à Bolívia e a alegria de ver sua família e amigos novamente. "A primeira coisa que farei é visitar o túmulo do meu pai e depois ver minha mãe em casa", declarou.

Ele foi um dos principais líderes de oposição ao governo de Evo Morales, que em 10 de novembro renunciou ao cargo após denúncias de fraude no processo de votação que o levaria ao quarto mandato. Branko comandou da presidência do Comitê de Santa Cruz, no período de 2008 a 2009. Ele também foi presidente da Federação de Empresários Privados e diretor da Câmara de Exportadores de Santa Cruz (Cadex).

Com informações do jornal El Deber. 

PUBLICIDADE