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Agepen investiga 2 mortes em uma semana de detentos em presídios

Fonte: Campo Grande News em 30 de Dezembro de 2019

Arquivo/CG News

Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho

Com possível relação uma com a outra, duas mortes de detentos do sistema prisional do Estado, com 4 dias de diferença, em celas do Instituto Penal e Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, estão sendo “apuradas” pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

É o que diz a Agência, por meio da assessoria de imprensa, que ainda afirma ser precipitado relacionar os dois assassinatos, uma das linhas iniciais da investigação deflagrada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da região central durante o plantão de domingo (29).

Edson dos Santos, 41, foi encontrado enforcado em cela do Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho no domingo. O delegado que estava de plantão na Depac, José Roberto de Oliveira Junior disse que há possibilidade de que a morte de Edson tenha relação com o assassinato ocorrido no dia 26 de dezembro no Instituto Penal de Campo Grande.

Segundo o delegado, dos oito presos que ocupavam a cela onde Edson foi assassinado neste domingo, seis foram transferidos do Instituto após a morte de Julian Kenedi Vilhalva da Silva, 31 anos, no dia 25 de dezembro, em setor de isolamento no Instituto, e marcado com sinal de “CV” no peito.

No assassinato de Edson, a polícia apura envolvimento de Junior Fábio de Jesus Barbosa, 29, que confessou o crime, e Pedro Henrique Gonçalves Benites, 27, implicado na morte pelo comparsa, que o acusa de ter ajudado a pendurar o corpo de Edson para simular suicídio.

A polícia não comenta a relação entre as facções rivais, mas conforme apurou a reportagem, Junior Fábio confessou ser membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) e ter matado o colega que seria integrante da facção criminosa rival, o CV (Comando Vermelho).

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