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Novo superintendente da PF em MS, diz que foco é seguir “rastro” do dinheiro da corrupção

Campo Grande News em 23 de Março de 2019

Marina Pacheco/CG News

Delegado Cleo Mazzotti foi empossado oficialmente na sexta-feira em Campo Grande

A prioridade da PF/MS (Polícia Federal de Mato Grosso do Sul) será combater organizações criminosas e o desvio de dinheiro público, afirmou o novo superintendente Cleo Mazzotti que, na sexta-feira (dia 22), tomou posse do cargo durante solenidade em Campo Grande.

Sem detalhar o orçamento no qual vai trabalhar, o chefe da Polícia Federal afirmou que a superintendência terá condição de desempenhar com “verba suficiente” e que recursos adicionais serão buscados. “Mas nesse momento, não cabe muito falar em números”. Em 2018, foram destinados R$ 11,7 milhões para o Estado, 20% a menos do que foi enviado à delegacia de Foz do Iguaçu, citou como exemplo.

Em sua gestão, afirma, o foco será a busca do rastro do dinheiro desviado, justamente para acabar com as organizações criminosas - que "sobrevivem" do recurso roubado. “A prioridade é combater o desvio de dinheiro público e as organizações criminosas no seu vértice econômico”.

Ainda durante discurso, Cleo Mazzotti afirmou que a Polícia Federal de Mato Grosso do Sul é a primeira colocada no País em relação às atividades operacionais e exames periciais. Além de combate à corrupção, a PF no Estado mira crimes ambientais, ações contra pedofilia e ainda atua no setor de imigração, acrescentou o novo superintendente.

Mazzotti assume o lugar de Luciano Flores, a quem agradeceu o trabalho feito no Estado. O ex-chefe assume a PF do Paraná. “Mato Grosso do Sul e Paraná serão superintendências irmãs”, disse.

Por sua vez, Luciano Flores afirmou que a Polícia Federal de Curitiba se destaca pela Lava Jato e que o Brasil passa por uma crise nacional de relações institucionais. O que, em sua visão, é natural quando um país tão grande como o Brasil resolve fazer um combate “tão severo” à corrupção. Sobre a nova gestão de MS, afirmou que o Estado será “bem gerido”.

Formado em Direito e pós-graduado em Gestão Pública, Cleo Mazzotti é delegado e há três anos e meio trabalha em MS. É natural do Rio Grande do Sul, começou a carreira em Foz do Iguaçu, passou por Londrina e Curitiba - cidades do Paraná -, até chegar em Campo Grande, em 2015.

"Lava Jato de MS"

A respeito da Lama Asfáltica, que em âmbito estadual investiga desvios de dinheiro público assim como a Lava Jato, o novo superintendente afirmou que, a cada nova fase, os materiais apreendidos são analisados.

Caso contenham informações novas, uma nova etapa é desencadeada “retroalimentando” a operação. MS chegou à 6ª fase em 2018 e as apreensões ainda estão em análise, afirmou Mazzotti, ao responder sobre a continuidade da investigação no Estado. A Operação Lama Asfáltica já bloqueou R$ 530 milhões em bens dos investigados. Só na 6ª fase, batizada de Computadores de Lama, foram R$ 22 milhões sequestrados.

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